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sexta-feira, 25 de maio de 2018

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A ESTEATOSE HEPÁTICA




  • O QUE É ESTEATOSE HEPÁTICA?


A ESTEATOSE HEPÁTICA ( gordura no fígado) é uma das formas mais comuns de doença hepática, relacionada primordialmente ao aumento progressivo da obesidade na população mundial. 
Caracteriza-se pelo acúmulo de lipídeos no interior dos hepatócitos (células hepáticas), excedendo 5% do peso do fígado.
No passado considerada uma hepatopatia de curso benigno, atualmente sabe-se que é uma doença complexa e que envolve fatores ambientais e predisposição genética.



  • QUAL A FISIOPATOLOGIA DA DOENÇA?


O principal mecanismo desta doença é relacionado à síndrome metabólica, tendo como elemento importante a RESISTÊNCIA À INSULINA, que leva a um aumento de lipídeos no fígado. 
Posteriormente ocorre o estresse oxidativo, o aumento da peroxidação lipídica e a produção anormal de citocinas inflamatórias, que levam à lesão celular e fibrose.



  • QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS PARA O DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME METABÓLICA?


A presença de pelo menos 3 ou mais dos seguintes fatores:

*** Circunferência abdominal maior de 102 cm nos homens e maior de 88 cm nas mulheres
*** Pressão arterial maior ou igual a 130/85 mmhg
*** Triglicérides maior 150 mg/dl
*** HDL colesterol (bom colesterol) menor que 40 mg/dl nos homens e menor que 50 mg/dl nas mulheres
*** Glicemia de jejum maior ou igual a 110 mg/dl


  • QUAL A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DA ESTEATOSE HEPÁTICA ?


A importância consiste no fato de que o acúmulo de gordura no fígado pode evoluir para ESTEATO-HEPATITE (hepatite gordurosa), INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA, CIRROSE (fibrose) e até mesmo para CARCINOMA HEPATOCELULAR.


  • QUAIS AS PRINCIPAIS CAUSAS DE ESTEATOSE HEPÁTICA?


Obesidade, diabetes mellitus, desnutrição proteico-calórica, cirurgia de bypass jejunoileal, nutrição parenteral total, dislipidemias, hepatite C, doença de Wilson, hipotireoidismo, drogas, síndrome de Reye, substâncias tóxicas e AIDS.


  • QUAIS OS MEDICAMENTOS QUE PODEM CAUSAR ESTEATOSE HEPÁTICA?


Estrógenos sintéticos (anticoncepcionais), aspirina, corticóides, bloqueadores dos canais de cálcio (anti-hipertensivos), amiodarona (anti-arrítmico), tamoxifeno, tetraciclina, metotrexato, maleato de pirexileno, ácido valpróico, isoniazida e cloroquina.


  • COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?


A Esteatose Hepática é geralmente assintomática.Em geral, os pacientes não apresentam queixas nos estágios iniciais da doença e somente começam a ter sintomas como fadiga, desconforto abdominal à direita, perda de peso e fraqueza, quando a doença já está mais avançada ou há presença de cirrose.
Na maioria das vezes,  a doença é suspeitada ou descoberta por acaso em avaliações de rotina, normalmente por meio de ultrassonografia abdominal ou exames laboratoriais abrangendo as enzimas hepáticas.
A alteração laboratorial mais frequente na esteatose hepática é a elevação das enzimas AST e ALT (TGO e TGP). A gama GT pode estar aumentada em cerca de 50% dos pacientes.


  • QUAL A PREVALÊNCIA DA DOENÇA NO BRASIL?


Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) em 2011,avaliou as características clínico e epidemiológicas da esteatose hepática em 16 centros médicos distribuídos pelas cinco regiões do Brasil. Os dados mostraram que a maioria dos indivíduos era do sexo masculino (53,3%), 85% eram assintomáticos e a maioria (58%) já apresentava Hepatite Gordurosa e, desses, 27% apresentavam algum grau de fibrose, incluindo 15,4% de cirrose.



  • QUAL É O TRATAMENTO DA ESTEATOSE HEPÁTICA?



Mudanças dos hábitos de vida, como uma dieta pobre em lipídeos e baixo teor calórico associada à prática de atividade física regular, são mandatórios.
O principal objetivo consiste na perda de peso (pelo menos 7 a 10% do peso inicial), sendo esta a medida mais eficaz no controle da doença. (evitar perdas rápidas de peso para não piorar o acúmulo de gordura e inflamação hepática).
Tanto os exercícios aeróbicos como os treinos de resistência parecem ser efetivos no controle do depósito de gordura no fígado, porém a prática necessita ser regular e contínua.
A terapia farmacológica é utilizada em pacientes portadores de esteatose hepática e que têm risco de evoluir para as formas mais graves. Dentre as drogas usadas estão a Vitamina E, Metformina e Pioglitazona, que devem ser indicadas e prescritas por um médico capacitado no tratamento da doença.



SAIBA MAIS EM: 

O IMPACTO DA OBESIDADE NO SISTEMA DIGESTIVO

ESTEATOSE HEPÁTICA - GORDURA INOCENTE NO FÍGADO?



Hábitos de vida saudáveis agregam saúde e bem-estar. Sempre é tempo de se iniciar uma dieta equilibrada e a prática de atividades físicas regulares!











sexta-feira, 31 de julho de 2015

1ª Caminhada de Conscientização e Prevenção da Esteatose Hepática




Um em cada três indivíduos adultos apresentam o distúrbio, que está associado ao maior risco de desenvolver doenças do fígado, cardiovasculares e diabetes.

Preocupados com o aumento de pacientes que apresentam Esteatose Hepática - gordura no fígado, médicos hepatologistas (especialistas em doenças do fígado e responsáveis pelo tratamento da Esteatose Hepática e suas consequências) criaram a caminhada para divulgar o distúrbio, pouco conhecido pela maioria da população e que é responsável pela incidência de doenças do fígado, cardiovasculares e diabetes. A 1ª Caminhada de Conscientização da Esteatose Hepática (Gordura no Fígado) ocorrerá no dia 2 de agosto, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, das 10 às 14 horas. O evento é organizado pela Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).
Os médicos, juntamente com nutricionistas e promotores de atividade física, estarão reunidos no evento para orientar a população de forma gratuita, em uma carreta que ficará estacionada no Parque Villa-Lobos. A expectativa é de que 10 mil pessoas participem da caminhada.
Na ocasião, a professora de ginástica Solange Frazão interagirá com o público, caminhando pelo parque. Ela também apresentará uma palestra sobre “Saúde do Fígado e Exercício”. Folhetos explicativos sobre o problema serão distribuídos na entrada do parque e ao longo da caminhada. Durante o evento, os interessados poderão assistir a vídeos explicativos sobre o que é essa alteração, como reconhecer a esteatose, causas mais frequentes, consequências desse diagnóstico, formas de prevenção e tratamento. Além disso, aparelhos que permitem o diagnóstico do distúrbio serão demonstrados.
O distúrbio acomete um em cada três indivíduos adultos, mas o número ainda é maior em obesos graves e diabéticos. Ele se caracteriza pelo acúmulo de gordura no interior das células do fígado e pode ser provocado por vários fatores como hepatites, abuso de álcool, obesidade e uso de medicamentos, mas a causa mais importante é uma doença pouco conhecida, a Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica (DHGNA). Nela, a maioria das pessoas apresenta apenas o acúmulo de gordura, mas 20% a 30% delas podem evoluir para doença mais grave do fígado, chamada de esteatoepatite não alcoólica, que pode levar à cirrose e até ao câncer de fígado.


"A DHGNA atinge 30% dos adultos, segundo pesquisa recente na cidade de São Paulo, e é uma alteração silenciosa que não causa sintomas”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Edison Roberto Parise. Grande parte dos casos são descobertos por meio de exames de rotina, como ultrassom, ou exame de sangue, com elevação das enzimas do fígado. Outro exame que costuma estar relacionado é a elevação dos níveis de ferritina no sangue.
A doença tem origem genética e é agravada pelo estilo de vida sedentário e a má alimentação, com a grande ingestão de carboidratos e gorduras saturadas (gordura animal). Obesidade e diabetes, que são as doenças que mais atingem pessoas no mundo, são os principais fatores associados ao problema. Nessas populações o problema pode ultrapassar 70% dos indivíduos. Segundo o Dr. Edison Parise, “a esteatose é encontrada mais frequentemente em indivíduos na faixa dos 40 a 50 anos, mas vem crescendo entre os adolescentes em função do estilo de vida sedentário que eles levam.” Além disso, o presidente alerta para o crescimento do uso de anabolizantes nas academias, que também acaba afetando uma população muito jovem e levando à esteatose e DHGNA.
A obesidade visceral, pré-diabetes, diabetes, baixa do bom colesterol, alta dos triglicérides, pressão alta, aumento da circunferência da cintura e síndrome metabólica podem denunciar o problema.


Os primeiros passos para o tratamento são a mudança para um estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e atividade física frequente.

Serviço
1ª Caminhada de Conscientização da Esteatose Hepática (Gordura no Fígado)
Data: 02 de agosto de 2015 (domingo)
Horário: das 10 às 14 horas
Local: Parque Villa Lobos
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 - Alto de Pinheiros – SP
Informações: www.sbhepatologia.org.br ou 
www.tudosobrefigado.com.br
Telefone: (11) 3812-3253
Evento Gratuito