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sábado, 19 de março de 2011

Rastreamento de Câncer Intestinal em pessoas assintomáticas



Falaremos mais uma vez em PREVENÇÃO, atitude importante quando pensamos em saúde, qualidade de vida e longevidade.
O Câncer intestinal (Colorretal - CCR) é uma das neoplasias mais diagnosticadas mundialmente e em decorrência de sua alta prevalência, do longo período assintomático e da existência de lesões pré-malignas tratáveis, preenche todos os critérios para um rastreamento populacional de rotina.
Dentre os procedimentos utilizados para esta avaliação, a colonoscopia destaca-se como exame padrão-ouro pela possibilidade de observação de toda a mucosa intestinal, além de permitir a identificação, biópsias ou total ressecção de lesões pré-cancerosas ( pólipos adenomatosos, por ex.).
Dados da literatura científica nos mostram que a  realização de colonoscopia em pessoas assintomáticas acima de 50 anos detecta alterações em aproximadamente em 65% dos exames (pólipos, divertículos, colites inespecíficas, alterações vasculares, entre outras). Portanto, o possível tratamento endoscópico das lesões encontradas, especialmente os pólipos, pode levar à diminuição da incidência do câncer colorretal.
O Colégio Americano de Gastroenterologia estima uma incidência média de 25% de lesões pré-malignas  encontradas em colonoscopias de indivíduos assintomáticos, acima de 50 anos e sem história de risco para câncer intestinal.
Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer intestinal em pessoas assintomáticas estão a história familiar para parentes de primeiro grau com CCR, tabagismo, dieta pobre em fibras e alcoolismo moderado ou intenso.
A idade recomendável para início do rastreamento é de 50 anos em pessoas assintomáticas, sem história familiar positiva. Entretanto, vale ressaltar que aproximadamente 7 a 30% dos casos de câncer intestinal ocorrem em pessoas abaixo de 50 anos, muitas delas sem fator aparente de risco para a doença.

Mediante todos estes dados, vemos que a prevenção do câncer intestinal faz-se necessária e apresenta um importante impacto na evolução da doença. Mesmo quando já houve transformação maligna, o tratamento do câncer inicial pode curar ou aumentar a sobrevida.

O hábito de rastreamento salva vidas, a evidência na literatura é muito clara. O rastreamento permite a detecção precoce das leões neoplásicas e diminui a mortalidade para câncer colorretal e mais além disso diminui a incidência do câncer colorretal. Faça do rastreamento e prevenção um habito de vida, solicite para seu médico.

Câncer intestinal - prevenir é ter saúde!
Não deixe de fazer o exame colonoscópico quando solicitado.


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