Translate

Mostrando postagens com marcador helicobacter pylori. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador helicobacter pylori. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

É POSSÍVEL PREVENIR O CÂNCER GÁSTRICO?

A prevalência do adenocarcinoma gástrico é particularmente elevada nos países asiáticos como Japão, China e Coréia. No Brasil, segundo estimativa para o biênio 2016/2017 feita pelo Instituto Nacional do Câncer ( INCA), o câncer gástrico ocuparia a quarta posição entre os homens  e a quinta entre as mulheres.

Os 3 principais fatores ambientais de risco para o adenocarcinoma de estômago são : Helicobacter pylori, o tabagismo e o sal.

Desta forma, é evidente que a erradicação do Helicobacter pylori, utilizar moderadamente o sal e não fumar, são três medidas importantes para se evitar o câncer gástrico.







No Japão, o Ministério da Saúde aprovou em 21/02/2013 o tratamento gratuito para a infecção pelo H. Pylori a todos os indivíduos que , no check-up endoscópico, apresentassem  gastrite crônica e a bactéria positiva. Com tal medida, o governo visa diminuir em 10 anos 20% do número de mortes anuais decorrentes do câncer gástrico no país.

Além da erradicação do Helicobacter pylori, quais outras medidas podem ser tomadas para a prevenção do câncer gástrico?


  • Ter uma dieta saúdavel, rica em verduras , legumes e frutas frescas
  • Utilizar antioxidantes
  • Evitar o uso abusivo do sal
  • Evitar o consumo de alimentos processados e carne vermelha 
  • não fumar
  • Praticar exercícios físicos diários 
  • manter o peso ideal
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas

Saiba mais em:






Você se informa,  se previne  e  vive melhor!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Helicobacter pylori: a bactéria resistente ao meio ácido do estômago

Em tempos de cientificismo e de profusas descobertas científicas, realmente podemos dizer que a Medicina é uma ciência de verdades transitórias. Explico.
Quando se poderia supor, há poucas décadas passadas, que lesões ulcerosas gástricas poderiam ser tratadas por meio de antibióticos e não com a técnica cirurgia de Gastrectomia?
Sim; em idos tempos não muito distantes, a cirurgia que retirava parte do estômago de um paciente com úlcera gástrica era um dos únicos tratamentos efetivos para a cura da doença.
É neste cenário de ciência e novas descobertas que os pesquisadores  australianos WARREN e MARSHALL, em 1983, isolaram a "Helicobacter pylori" no estômago de pacientes com gastrite crônica e levantaram a hipótese de que esta bactéria fosse a causadora da doença.
A relevância de suas observações, entretanto, foi tardiamente reconhecida e laureada com o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 2005, pela descoberta da "Bactéria Helicobacter pylori e seu papel na etiopatogenia da gastrite e da doença ulcerosa péptica".



O que é " H. pylori"?

É uma bactéria espiralada que se adere à mucosa gástrica por meio de seus flagelos. Infecta o estômago e ali sobrevive em meio ácido tão hostil graças a sua capacidade de converter a uréia presente no suco gástrico, em amônia e gás carbônico.
O "H. pylori" tem cepas com diversidade genética e virulências variáveis, causando doenças como Gastrite Crônica, Úlceras pépticas gástricas e duodenais, Adenocarcinoma Gástrico e Linfoma MALT.

Embora a organização Mundial de saúde (OMS) estime uma alta taxa de infecção entre a população mundial ( em torno de 50%), muitos indivíduos infectados não desenvolvem sintomas ou dano gástrico. Contudo, ainda assim, 17% dos indivíduos infectados desenvolverão úlcera péptica, 4% destes têm complicação da úlcera e 1% progredirá para o câncer gástrico.
A OMS considera o "H. pylori" um agente carcinogênico.

Uma vez assestada na mucosa do estômago, a bactéria produz uma série de citotoxinas e enzimas tóxicas que destroem as células gástricas e desequilibram os mecanismos de defesa epitelial.



Qual a sua prevalência?

A infecção pelo "H. Pylori" é universal, mas se observa que é significativamente menos prevalente nos países industrializados.
A infecção pela bactéria ocorre comumente na infância, atingindo taxas de 30 a 50% e persistindo no estômago a menos que tratada. A prevalência entre adultos nos países em desenvolvimento é em média de 80%, enquanto em países desenvolvidos é menor que 40%.
Estudos epidemiológicos realizados no Brasil evidenciaram que a prevalência da infecção é semelhante entre homens e mulheres, aumenta com a idade e é maior nas classes econômicas mais baixas.


Como se adquire o " H. pylori"?

A infecção dá-se geralmente por contato direto ou ingestão de água e alimentos contaminados.
O exato mecanismo de transmissão ainda é desconhecido. É consenso universal que a bactéria só consegue alcançar a mucosa gástrica pela boca, pois não é um microrganismo invasivo.
A cavidade oral tem sido proposta como reservatório de infecção e reinfecção pelo "H. pylori", pois a regurgitação do suco gástrico pode contaminar a boca.




Quais os sintomas?

A infecção pelo "H. pylori" poderá evoluir de forma sintomática ou assintomática.
Embora a imensa maioria das pessoas infectadas não apresente repercussões clínicas, um grupo pequeno estará exposto ao desenvolvimento de gastrite, úlceras pépticas e, em um menor grau, ao risco de neoplasias.
Os sintomas, quando presentes, podem ser: dor epigástrica (estômago),  desconforto abdominal, empachamento, náuseas, vômitos, dor de cabeça, halitose, fraqueza, entre outros.


Diagnóstico

Os exames que detectam a bactéria são divididos em :

Invasivos
São aqueles que requerem tecido gástrico para detectar o microrganismo:
  • Endoscopia digestiva alta com biópsias
  • Teste da urease
  • Estudo histológico
  • PCR
  • Cultura
Não Invasivos
  • Antígeno do "H.pylori" nas fezes
  • Sorologia de anticorpos IGM e IGG para HP no sangue
  • Teste Respiratório

Tratamento


É realizado com esquema terapêutico específico que envolve a combinação de dois antibióticos e protetores gástricos. O tratamento dura cerca de 7 dias e a taxa de erradicação da bactéria é em torno de 90%.


Reinfeção e Resistência bacteriana

A recorrência do "H. pylori", após a erradicação bem-sucedida, é rara em países desenvolvidos e mais frequente em países em desenvolvimento, ficando em uma proporção de 2,6% e 13%, respectivamente.
Outro problema comumente enfrentado atualmente é a resistência do "H. pylori" aos antibióticos  usados na sua erradicação.
Nestes casos, é feito o retratamento com novos esquemas terapêuticos, que contemplam outras classes de antibióticos e têm duração de 10 a 14 dias.





sábado, 10 de março de 2012

Previna-se do Câncer Gástrico

CÂNCER DE ESTÔMAGO PODE SER EVITADO!




Terceira causa mais frequente de mortes em homens e quinta em mulheres no Brasil, o câncer de estômago atingiu aproximadamente 21.500 pessoas em 2010, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Segundo o relatório divulgado, a incidência da doença é maior nos países em desenvolvimento e prevalece no sexo masculino. O câncer gástrico representa uma grande causa de óbitos em todo o mundo: são registrados mais de 500 mil óbitos pela doença anualmente.
Na prática clínica diária, observo entretanto um aspecto importante e reiterado: as pessoas minimizam os sintomas gástricos quando presentes, atribuindo-os a algum fator alimentar pontual, ao estresse emocional momentâneo ou simplesmente a um " estômago preguiçoso " e a uma gastrite crônica.
Tal fato, culmina sempre em uma atitute temível pelos médicos, que é a automedicação. 
A automedicação por sua vez, mascara os sintomas de uma doença grave e protela o seu tratamento efetivo.
Outra crença equivocada da população geral é a de que para se ter uma doença como úlcera ou câncer gástrico há de se ter sempre sintomas graves e importantes, como dor intensa ou sangramento digestivo. 
Isto de fato não é verdade, uma vez que estas afecções podem se apresentar de maneira silenciosa, com poucos sintomas.

QUAIS OS FATORES DE RISCO?

Dentre os fatores etiopatogênicos de importância para o surgimento das neoplasias de estômago, deve-se ressaltar os infecciosos (Helicobacter pylori), os genéticos e os ambientais.

O  Helicobacter pylori é um fator de grande importância no surgimento do Adenocarcimoma Gástrico e no linfoma de MALT ( tecido linfóide associado à mucosa ). O H. pylori promove um processo inflamatório crônico da mucosa, levando à gastrite atrófica,com consequentes focos de metaplasia, evoluindo para displasia e neoplasia.

Pessoas com história familiar de câncer gástrico ( principalmente parentes de primeiro grau ) têm um risco aumentado de desenvolver a doença. Fatores genéticos também estão ligados aos indivíduos com o  tipo sanguíneo A, que apresentam uma maior predisposição.

O tabagismo e o alcoolismo estão relacionados a um aumento importante na taxa de neoplasia gástrica.

A falta de ingestão de alguns fatores protetores, como vitaminas A e C e oligoelementos como o selênio, também favorece o aparecimento do câncer gástrico.
Dieta ricas em gordurosos, sal, defumados e conservantes também constitem fatores de risco para a doença.

Condições ambientais inadequadas, como falta de saneamento básico, limpeza urbana deficiente e má higienização dos alimentos propiciam  infecção do organismo, aumentando a incidência gastrite, úlcera, além de ser um dos principais fatores de risco para aquisição do tumor.

Antecedente de gastrectomia subtotal ( cirurgia para retirada de parte do estômago ) há mais de 15 anos também é considerado fator predisponente.

QUAIS SERIAM OS SINAIS E SINTOMAS DO CÂNCER GÁSTRICO?

O câncer gástrico tem várias formas de apresentação clínica e, em muitos casos, os sintomas surgem nas formas avançadas, corroborando para seu prognóstico adverso.
O adenocarcinoma gástrico não tem sintomas peculiares no início da doença, mas é importante o paciente ficar alerta caso tenha náuseas, vômitos, desconforto abdominal, sensação de estômago cheio e perda de peso constante, pois este quadro atinge tanto pessoas com doenças facilmente curáveis, mas também podem indicar algo mais grave.
Pacientes acima de 40 anos e do sexo masculino devem ter especial atenção para sintomas de anemia, perda de apetite acompanhada de saciedade precoce, perda de peso progressiva, náuseas e vômitos.
A hepatomegalia (aumento do fígado) e massa palpável no andar superior do abdomem podem indicar doença avançada ou metastática.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO? 




O diagnóstico se faz por meio da anamnese, exame clínico-laboratorial e exames de auxíliares, sendo a ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA, sem dúvida, o padrão ouro tanto para o diagnóstico como para  a comprovação, com biópsias colhidas diretamente da lesão.


Atualmente, com a facilidade de acesso a endoscopia, sua baixa comorbidade e tolerância, NÃO  se justifica o atraso na realização do exame.

TRATAMENTO

Diversas modalidades terapêuticas são aventadas para o tratamento do câncer gástrico, sendo a cirurgia sempre o tratamento de escolha quando se pensa em cura. A radioterapia e a quimioterapia são utilizadas principalmente nos casos avançados,como tratametos paliativos.



                           PREVINA-SE DO CÂNCER GÁSTRICO:

Mudanças de hábitos reduzem em 50% a probabilidade de a doença se desenvolver.

  • Tenha uma alimentação saudável, com a ingestão diária de frutas, legumes e verduras
  • Controle seu peso
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas
  • Não fume
  • Evite a ingestão de alimentos gordurosos, com conservantes e frituras 
  • Evite o consumo excessivo de sal 
  • Alimente-se em horários regulares, evitando assim ficar muito tempo em jejum
  • Caso você tenha uma história familiar de câncer gástrico, procure um médico especialista para orientar e auxiliar você na prevenção da doença
  • Não se automedique, consulte sempre um gastroenterologista para diagnosticar e tratar adequadamente o seu  caso.

domingo, 28 de março de 2010

Gastrite: cuide bem de seu estômago

Qual a diferença entre GASTRITE e DISPEPSIA? 


O termo DISPEPSIA tem origem no grego ( dys: dificuldade, desordem e peptein: digerir ) e significa " indigestão". A dispepsia ou " Síndrome Dispéptica " é caracterizada por dor ou desconforto na parte superior do abdomem e pode incluir eructações (arrotos), empachamento, saciedade precoce, sensação de peso, náuseas e vômitos. Esses sintomas acometem em média 25% da população adulta e podem ser agudos, intermitentes ou persistentes. Entre as várias causas de dispepsia podemos citar intolerância à alimentos ( café, álcool, gorduras, condimentos ), medicamentos ( anti-inflamatórios, antibióticos ), gravidez e doenças ( Gastrites, Diabetes, Tireoidopatias ).

Frequentemente as pessoas confundem os sintomas acima com GASTRITE. Gastrite é uma inflamação do estômago, comprovada através de alterações orgânicas na Endoscopia e no exame histológico (biópsia), doença esta que pode ou não cursar com estes sintomas referidos.



Por que algumas pessoas têm Gastrite e apresentam quadro assintomático?

Gastrite raramente provoca sintomas, todavia, uma infinidade de manifestações são frequentemente atribuídas a ela, como a própria dispepsia. A sensibilidade à dor e ao desconforto causados pela inflamação da mucosa gástrica é muito individual, podendo variar de paciente para paciente e tendo o agravante de que os sintomas são muitas vezes mascarados pela auto-medicação.



De onde vem a expressão "Gastrite Nervosa " e por que ela é errada?

" Gastrite Nervosa " é um termo popularmente usado para associar os sintomas gástricos apresentados após um epsódio emocional adverso . Sabe-se que os fatores emocionais externos como o estresse, a ansiedade e o nervosismo do dia-a-dia levam à alterações da contração gástrica, aumentam a secreção ácida e interferem na sensibilidade do estômago à dor
Portanto, o " nervosismo " faz surgir ou piorar os sintomas decorrentes de uma gastrite, mas não é capaz de provocá-la. Do mesmo modo, os mesmos sintomas dispépticos podem existir sem a gastrite.



O que é uma Gastrite Aguda e Gastrite Crônica, quais suas principais causas e sintomas?

Estes são termos empregados e ainda geram muitas dúvidas e equívocos.
A gastrite é classificada em Aguda ou Crônica de acordo com o tipo de células inflamatórias que infiltram o tecido gástrico, ao exame histológico ( biópsia). Não há conotação evolutiva, cronológica ou temporal.
O que podemos observar é que as Gastrites Agudas são de aparecimento súbito, evolução rápida e facilmente associadas a um agente causador: medicamentos ( aspirina, anti-inflamatórios, antibióticos, corticóides ), alimentos irritantes ( café, condimentados, gordurosos, ácidos ) ou contaminados por germes ( bactérias e vírus ), bebidas alcoólicas e situações de estresse físico ou psíquico ( pacientes com queimaduras corporais extensas, politraumatizados ou com infecções generalizadas).
Já na Gastrite Crônica a bactéria " Helicobacter pylori " habitualmente está presente ( através da ingestão de água e alimentos contaminados ) . Outras causas associadas à gastrite crônica é o refluxo de bile para o estômago e a atrofia ( diminuição ) das células do estômago e baixa produção de ácido.
A Gastrite Crônica é, em geral, silenciosa e na maioria dos casos não apresenta sintomas. Na Gastrite Aguda, quando existem queixas, estas são muito variadas : dor em queimação no abdomem, azia, perda de apetite, fraqueza, tontura, dores de cabeça, náuseas, vômitos e sangramento digestivo ( fezes enegrecidas ou vômitos com sangue ).



Qual a relação entre Gastrite e Úlcera?

A Úlcera Péptica é uma erosão profunda da mucosa do estômago ou intestino, causada pela exposição excessiva ao ácido clorídrico, pela bactéria " H. Pylori " (80-95%) e por anti-inflamatórios. Geralmente está associada à gastrites ( o que já denota uma maior sensibilidade do estômago ) .



Quais as dicas para se prevenir a Gastrite?

- Evitar o excesso de alimentos possivelmente irritantes da mucosa gástrica : café, chá preto e mate, refrigerantes, gorduras e frituras, condimentos fortes, sucos e frutas ácidas, chocolate .
- Evitar bebidas alcoólicas
- Observar quais alimentos não são tolerados e evitá-los
- Evitar o excesso de líquidos às principais refeições
- Evitar alimentos muitos quentes ou gelados
- Não fumar
- Comer devagar
- Fracionar as refeições ( intervalos de 3 em 3 horas )
- Fazer as refeições em local tranquilo e com calma
- Evitar o uso de medicamentos irritativos : anti-inflamatórios, AAS, antibióticos ( devem ser tomados sob prescrição médica)
- Melhoria das condições sanitárias, do tratamento adequado da água de consumo doméstico, da higiene pessoal ( lavar as mãos antes de tocar os alimentos ) e dos cuidados no preparo e na conservação dos alimentos . Todas estas medidas fazem decrescer significativamente as vítimas de infecções alimentares ( gastroenterites e infecções pelo H. pylori )
- Ter hábitos saudáveis de vida : atividades físicas, esporte e lazer.


Leia mais!

" DEZ DICAS para viver em paz com seu estômago "
Acesse: http://saudedigestiva.blogspot.com.br/2012/04/dez-dicas-para-viver-em-paz-com-seu.html

Helicobacter pylori: a bactéria resistente ao meio ácido do estômago