A ocorrência e mortalidade por câncer colorretal mostra uma tendência de crescimento, principalmente em países desenvolvidos e áreas urbanas. Os tumores colorretais atingem um número maior de pessoas a partir dos 50 anos. No Brasil, com o aumento da expectativa de vida, esse câncer está cada fez mais frequente, fazendo com que a prevenção seja a palavra de ordem do momento.
O risco pode ser avaliado dentro das seguintes faixas:
Risco habitual: pessoas com mais de 50 anos e sem outros fatores de risco
Risco moderado: histórico pessoal de pólipo maior do que um centímetro ou múltiplos pólipos de qualquer tamanho e os indivíduos com antecedente pessoal de câncer do intestino tratado, além de pessoas com histórico familiar de câncer de intestino ou câncer ginecológico (mama, endométrio ou ovário) em um ou mais parentes de primeiro grau
Alto risco: indivíduos com histórico familiar de polipose adenomatosa familiar, ou de câncer colorretal hereditário não-polipóide, ou ainda que apresentem diagnóstico de doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa)
Estudos apontam que em até 75% dos casos, o câncer de intestino não tem caráter familiar, o que aumenta a necessidade de hábitos preventivos e rastreamento.
O Câncer Colorretal acomete o intestino grosso (também chamado de cólon) e o reto. A maioria desses tumores surge como evolução de lesões pré-málignas, os chamados pólipos adenomatosos.
O tempo estimado para essa transformação é de dez anos. Quando um pólipo é retirado, um câncer pode ter sido prevenido – isso torna a detecção dos pólipos e seu tratamento por meio do exame decolonoscopia uma estratégia de saúde muito importante.
Quando a colonoscopia detecta e remove um pólipo, este é enviado para ser avaliado por um patologista. O número de pólipos e o resultado da anatomia patológica é utilizado para determinar o intervalo em que a colonoscopia deverá ser repetida. Caso você tenha tido pólipos colorretais consulte seu médico para determinar quando você deverá repetir sua colonoscopia.
Pessoas com mais de 50 anos ou que possuam os fatores de risco devem procurar fazer o rastreamento. Os principais exames usados para rastreamento do câncer colorretal são o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. Pergunte ao seu médico sobre quando você deverá iniciar o rastreamento e com que exame.
Lembre-se: o câncer colorretal é uma doença 100% evitável, portanto, merece sua atenção!
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O Câncer Colorretal ( CCR), também conhecido como de Câncer de Intestino, corresponde a aproximadamente 15% de todos os casos de câncer. Trata-se de uma doença 100% evitável, mas que faz cada vez mais vítimas no Brasil.Ele atinge a parte final do intestino, que abrange o intestino grosso (também chamado de cólon) e o reto. É importante ressaltar que quandodiagnosticado em estágios iniciais, este câncer tem mais de 80% de cura.
Quase sempre, o CCR surge como um pólipo (lesão frequentemente benigna) que cresce na parede do intestino e que pode tornar-se um câncer caso não seja diagnosticado e retirado a tempo. Quando se faz uma colonoscopia preventiva e se encontra o pólipo, basta retirá-lo para se prevenir o câncer.
Assim, tratar os pólipos no início e adquirir hábitos preventivos aumenta as chances de cura, que são altas no caso câncer colorretal.
A maior utilização do exame de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia diminuiu a taxa de mortalidade nos últimos anos. Outra estratégia importante de prevenção é adquirir hábitos saudáveis. A alimentação com alto teor de gordura e poucas fibras favorece o aparecimento da doença, bem como a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo.
Existem ainda fatores não controláveis, mas que exigem atenção para que o acompanhamento médico seja ainda mais cuidadoso. Ter mais que 50 anos de idade, ter colite ulcerativa ou Doença de Crohn, pólipos não detectados e tratados, câncer de mama, ovário ou útero, além de histórico familiar dessas doenças são um sinal de alerta para o câncer colorretal.
Apesar de todos esses fatores, a doença pode fazer vítimas que não se incluem entre eles. Com uma boa detecção, através de exame físico, de sangue oculto nas fezes, colonoscopia ou retossigmoidoscopia, a doença tem grandes chances de ser curada.
O que é rastreamento?
A maioria dos pólipos cresce lentamente, mantendo-se benignos por longos períodos de tempo antes de se transformarem em câncer. Estima-se que esse período de transformação da sequência adenoma-carcinoma seja de 10 anos. Neste período, menos de 10% dos pacientes apresentam algum tipo de sintoma, fazendo assim com que a grande maioria seja diagnosticada em fase avançada da doença. Em função de sua alta prevalência, sua fase assintomática longa e a presença de lesões pré-cancerosas tratáveis, o CCR é ideal para o programa de rastreamento.
O rastreamento do Câncer Colorretal tem como objetivo detectar não somente o câncer logo no início mas também prevenir que este ocorra através da detecção e remoção dos pólipos. Chamamos de Rastreamento a realização de um exame na população assintomática para detectar o câncer nas fases iniciais. Na população sintomática (com sangue nas fezes, dor abdominal, alteração de hábito intestinal, anemia crônica entre outros sintomas), a chance de câncer é bem maior sendo indicada a realização da colonoscopia como método diagnóstico. Caso apresente sintomas, consulte seu médico. Fonte: ABRAPRECI - A ABRAPRECI é uma associação que promove e dissemina educação, eventos e campanhas com o intuito de esclarecer a população sobre os fatores de risco, prevenção, detecção e tratamento do câncer de intestino, apoiada por várias entidades médicas.
O câncer de intestino grosso, também chamado de tumor do cólon e do reto ou colorretal, é uma doença que pode ser evitada.
Trata-se de um dos tumores mais frequentes entre homens e mulheres do mundo ocidental e quando descoberto tardiamente pode ser fatal. Quase metade dos pacientes com este câncer ainda morre em menos de 5 anos após o tratamento. Por isto é tão importante a sua detecção precoce, quando a possibilidade de cura é grande.
O que é detecção precoce?
É encontrar o câncer de intestino em uma fase bastante inicial, quando pode ser curado por meio de cirurgia. Em casos mais avançados ainda há possibilidade de cura, porém tornam-se necessárias cirurgias maiores e associação de quimioterapia e/ou radioterapia.
Quando detectado no início, a sobrevida ultrapassa 90%.
Como evitar o aparecimento do câncer de intestino?
O câncer de intestino grosso ( cólon e reto ) é facilmente evitável. Quase sempre ele se inicia através de um pólipo que cresce na parede do intestino e que pode se transformar em câncer com o passar do tempo. Quando um pólipo é retirado do intestino durante o exame de colonoscopia, estamos impedindo que ele venha a se transformar em câncer, sem necessidade de cirurgias.
O que são pólipos?
Pólipos são lesões benignas que se desenvolvem na mucosa do intestino grosso de algumas pessoas. Geralmente não causam sintomas e só são descobertos quando é realizado o exame de colonoscopia ou raio-X contrastado do intestino ( enema opaco ).
Através da colonoscopia, o pólipo pode ser retirado e examinado para saber se já se transformou em câncer, se tem tendência para malignizar-se ou trata-se apenas de uma lesão benigna.
Quais os fatores de risco para o câncer de intestino?
Idade maior de 50 anos torna qualquer pessoa mais sujeita ao aparecimento deste câncer.
Parentes de primeiro grau com câncer colorretal
História pessoal ou familiar de pólipos intestinais
Doenças inflamatórias crônicas intestinais: Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa
Consumo excessivo de bebidas alcoólicas e gordura animal
Alimentos com corantes artificiais, embutidos e defumados podem aumentar esse risco
Tabagismo
Obesidade
Sedentarismo
Quais são os principais exames que podem ser feitos para o rastreamento do câncer colorretal?
O exame mais importante para a detecção precoce do câncer de intestino grosso e, sobretudo do reto, é o exame proctológico.
Este exame consiste no toque retal e na retossigmoidoscopia, que é o exame da região mais baixa do intestino. Quando adequadamente realizado, grande número desses tumores pode ser identicado quando presentes.
O exame proctológico deve ser complementado nos indivíduos de risco, ou em todos com sintomas intestinais, pelo exame colonoscópico.
O que é colonoscopia?
Éo exame realizado por dentro de todo o intestino grosso, com visão direta. Permite fazer coleta de material para biópsia ou a retirada de pólipos.
O exame requer um preparo para limpeza adequada do intestino e leve sedação anestésica.
Quais são os sintomas do câncer de intestino?
Os tumores do intestino , em geral, crescem de forma silenciosa. Os sintomas só aparecem quando estão mais desenvolvidos.
Consulte o médico sempre que observar os seguintes sintomas:
- Sangramento anal
- Sangue nas fezes
- Muco ( catarro ) nas fezes
- Alteração do hábito intestinal: diarréia, constipação ou alternância.
- Vontade frequente de evacuar, com sensação de evacuação incompleta ( empuxos)
- Dor ou desconforto abdominal
- Fraqueza
- Anemia
- Sensação de gases ou distensão abdominal
- Perda de peso sem causa aparente
Se você apresentar algum destes sintomas acima, procure um médico imediatamente.
Importante:Nem todo sangramento pelo ânus é causado por hemorróidas. Hemorróidas não causam câncer, porém podem confundir o diagnóstico.
Como e quando ser examinado?
Se você pertence ao grupo de risco normal, isto é NÃO tem antecedentes já mencionados para câncer, deve ser examinado a partir dos 50 anos , e fazer:
- Pesquisa de sangue oculto nas fezes, anualmente.
- Exame proctológico com retossigmoidoscopia; repetir a cada 5 anos.
A partir dos 60 anos, acrescentar:
- Colonoscopia ( preferivelmente ) ou enema opaco
* Se você pertence ao grupo de risco aumentado, isto é, quando tem antecedente pessoal ou familiar de câncer colorretal, deve iniciar o rastreamento aos 40 anos, ou antes, incluindo colonoscopia.
O que pode ser feito para se evitar o câncer colorretal?
Além dos exames de ratreamento nas idades adequadas, alimentação e estilo de vida saudáveis são muito importantes.
As fibras diminuem a chance de aparecimento do câncer colorretal de maneira dose-dependente. Existem estudos que sugerem uma diminuição de 50% do risco em indivíduos com dita rica em fibras comparado àqueles com menor ingestão.
Uma dieta que inclua legumes, verduras cruas, frutas e cereais em quantidade, fornece uma boa fonte de fibras, assim como outros nutrientes essenciais a uma boa saúde.
É recomendado que você ingira pelo menos 25 a 30g de fibras por dia, cerca de duas xícaras e meia de frutas/verdura/cereais ao dia. O uso de suplementos alimentares com fibras também pode ajudá-lo a atingir esta meta.
Diminua o consumo de gordura e álcool. Não fume.
Leia Mais: Rastreamento de Câncer Colorretal em Pessoas Assintomáticas
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Falaremos mais uma vez em PREVENÇÃO, atitude importante quando pensamos em saúde, qualidade de vida e longevidade.
O Câncer intestinal (Colorretal - CCR) é uma das neoplasias mais diagnosticadas mundialmente e em decorrência de sua alta prevalência, do longo período assintomático e da existência de lesões pré-malignastratáveis, preenche todos os critérios para um rastreamento populacional de rotina.
Dentre os procedimentos utilizados para esta avaliação, a colonoscopia destaca-se como examepadrão-ouro pela possibilidade de observação de toda a mucosa intestinal, além de permitir a identificação, biópsias ou total ressecção de lesões pré-cancerosas ( pólipos adenomatosos, por ex.).
Dados da literatura científica nos mostram que a realização de colonoscopia em pessoas assintomáticas acima de 50 anos detecta alterações em aproximadamente em 65% dos exames (pólipos, divertículos, colites inespecíficas, alterações vasculares, entre outras). Portanto, o possível tratamento endoscópico das lesões encontradas, especialmente os pólipos, pode levar à diminuição da incidência do câncer colorretal.
O Colégio Americano de Gastroenterologia estima uma incidência média de 25% de lesões pré-malignas encontradas em colonoscopias de indivíduos assintomáticos, acima de 50 anos e sem história de risco para câncer intestinal.
Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer intestinal em pessoas assintomáticas estão a história familiar para parentes de primeiro grau com CCR, tabagismo, dieta pobre em fibras e alcoolismo moderado ou intenso.
A idade recomendável para início do rastreamento é de 50 anos em pessoas assintomáticas, sem história familiar positiva. Entretanto, vale ressaltar que aproximadamente 7 a 30% dos casos de câncer intestinal ocorrem em pessoas abaixo de 50 anos, muitas delas sem fator aparente de risco para a doença.
Mediante todos estes dados, vemos que a prevenção do câncer intestinal faz-se necessária e apresenta um importante impacto na evolução da doença. Mesmo quando já houve transformação maligna, o tratamento do câncer inicial pode curar ou aumentar a sobrevida.
O hábito de rastreamento salva vidas, a evidência na literatura é muito clara. O rastreamento permite a detecção precoce das leões neoplásicas e diminui a mortalidade para câncer colorretal e mais além disso diminui a incidência do câncer colorretal. Faça do rastreamento e prevenção um habito de vida, solicite para seu médico.
Câncer intestinal - prevenir é ter saúde!
Não deixe de fazer o exame colonoscópico quando solicitado.
Na prática clínica diária, percebo que alguns pacientes mostram-se bastante apreensivos e ansiosos mediante a solicitação de um exame colonoscópico. O temor passa pelos mitos de a colonoscopia ser um exame desconfortável, constrangedor e perigoso, o que de forma alguma configura uma verdade.
O conhecimento de como o exame é realizado desmistifica estas premissas e revela uma ferramenta importante na detecção e controle das doenças do cólon.
A colonoscopia foi introduzida na medicina na década de 70. Nesta época era considerado um exame difícil; entretanto, hoje é um procedimento extremamente comum, seguro e de fácil realização.
De fato,a colonoscopia reformulou a abordagem diagnóstica das doenças colorretais e permitiu a realização de procedimentos também terapêuticos, rastreando, detectando e prevenindo muitas doenças, como o câncer colorretal.
Indicações de colonoscopia:
DIAGNÓSTICA
Pesquisa de Sangue oculto nas fezes POSITIVA
Alterações do hábito intestinal ( constipação ou diarréia )
Rastreamento de Câncer colorretal
Acompanhamento de pacientes submetidos à polipectomia ( remoção de pólipos intestinais)
Doenças inflamatórias intestinais
Colites
Dor abdominal
Hemorragia digestiva baixa,
entre outras.
TERAPÊUTICA
Polipectomia
Hemostasia de lesões sangrantes
Remoção de corpos estranhos
Dilatação de estenoses ( estreitamentos)
Descompressão cólica no volvo ( torção intestinal),
entre outras.
Como é realizado o exame de COLONOSCOPIA?
A colonoscopia consiste na introdução de um aparelho flexível de fibra óptica ( FIBROCOLONOSCÓPIO ) através do ânus, a fim de visualizar diretamente todos os segmentos do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. Tais imagens são transmitidas para um aparelho de vídeo e também podem ser documentadas através de impressão fotográfica.
Além de detectar possíveis alterações na mucosa intestinal, o método também permite a realização de biópsias de lesões ou áreas alteradas, cauterizações e a remoção de algumas lesões polipóides identificadas durante o exame. São introduzidas pinças especificas em canais do aparelho colonoscópico que possibilitam tais procedimentos.
Onde é realizado o exame ?
A COLONOSCOPIA poderá ser realizada em regime ambulatorial (clínicas e laboratórios médicos) ou em ambiente hospitalar, dependendo da idade e da condição clínica do paciente. O paciente sempre deverá ir acompanhado.
Qual é o preparo necessário?
Para a realização de uma colonoscopia adequada, mais rápida, acurada e segura, é imprescindível que o cólon esteja limpo, sem presença de resíduos fecais que possam dificultar o procedimento e impedir a visão adequada da mucosa do cólon, podendo passar desapercebida uma pequena lesão.
O preparo do cólon pode variar dependendo de cada serviço e da preferência de cada médico examinador.
Ao agendar o exame, serão fornecidas com antecedência todas as informações relacionadas ao preparo do cólon para a realização da Colonoscopia, incluindo as restrições alimentares a serem seguidas e como limpar o intestino adequadamente para o exame. Em geral a preparação consiste em usar uma solução laxativa oral na véspera do exame .
Cólon limpo e um preparo adequado são indispensáveis para a realização da colonoscopia com segurança e
alta eficácia. Desta maneira, tenha certeza em seguir todas as instruções médicas cuidadosamente.
Pacientes idosos, cardíacos, hepatopatas ou renais crônicos devem ter um acompanhamento mais rigoroso durante o preparo intestinal para previnir desidratações e quedas da pressão arterial.
Posso tomar minhas medicações usuais?
A maioria das medicações podem ser continuadas, mas algumas podem interferir com o preparo ou com o exame. Informe o seu médico sobre as medicações que esteja tomando, particularmente aspirina e derivados, medicações para artrite, anticoagulantes, insulina ou medicações que contenham ferro. Também é importante mencionar se apresenta algum tipo de alergia medicamentosa.
Deverá ser preenchido um questionário com seu histórico médico anterior como por exemplo cirurgias anteriores, história de traumas ou internações prévia.
O que acontece durante a Colonoscopia ?
A Colonoscopia é um procedimento seguro, simples e indolor, realizado com o auxílio de uma sedaçãoe com duração média de 15 a 30 minutos.
O médico inicia o exame introduzindo vagarosamente o “colonoscópio” através do intestino grosso para examinar a mucosa intestinal, na maioria das vezes até atingir o ceco e se possível uma parte do intestino delgado. O médico irá examinar novamente todo o trajeto do cólon ao ser retirado o aparelho.
Em alguns casos, o médico examinador poderá ter dificuldade em conseguir passar o colonoscópio através de toda extensão do cólon. Alguns fatores podem ser responsáveis por esta situação: presença de resíduo fecal mesmo com a realização de um preparo orientado prévio; presença de estreitamentos causados por inflamações, pólipos, divertículos, variações anatômicas, aderências por cirurgias prévias ou tumores. Nestes casos o médico decidirá qual o limite de segurança para interromper o exame.
Quando o médico achar que uma área necessita de uma análise mais profunda, passará uma pinça através do colonoscópio para obter uma biópsia que será analisada no laboratório. Biópsias são comumente usadas para identificar muitas condições, como processos inflamatórios, pólipos, infecções ou até mesmo detecção de câncer. Se a colonoscopia está sendo utilizada para identificar o local de um sangramento, o médico poderá controlar o sangramento através do colonoscópio injetando medicamentos ou utilizando várias técnicas modernas disponíveis, como por exemplo o gás de argônio.
Durante a colonoscopia, pólipos podem ser identificados e rapidamente removidos. Estes procedimentos usualmente não causam dor.
O que são pólipos e porque devem ser removidos?
Pólipos são crescimentos anormais da mucosa intestinal ( semelhantes a "verrugas" ) e variam de tamanho, desde pequenas lesões até alguns centímetros de diâmetro. Para se diferenciar pólipos benignos ou pré malignos, o médico realiza a remoção destas lesões ( polipectomia ) e as envia para exame anátomo-patológico. Como sabemos que o câncer de cólon se origina de um pólipo, removê-lo é muito importante e constitui uma eficiente prevenção ao aparecimento do câncer de colorretal.
CUIDADOS APÓS A COLONOSCOPIA
Deixar o hospital ou clínica sempre acompanhado;
Devido ao uso de sedativo durante a realização do exame, o paciente NÃO PODE dirigir automóvel ou outros veículos durante TODO O DIA após a realização do mesmo. Até mesmo se estiver bem após o exame, seu julgamento e reflexos podem estar afetados pelo resto do dia.
Durante um período de aproximadamente 8 horas NÃO pode realizar tarefas que necessitem de atenção, tais como operar máquina e objetos cortantes;
A medicação usada durante a sedação poderá ocasionar um período curto de amnésia;
Permanecer em repouso durante o restante do dia;
Ingerir alimentação leve;
Ingerir bastante líquido ( água , suco, chá, água de côco );
Poderá ocorrer diarréia por um período de cerca de 12 horas após o exame , em alguns pacientes;
Poderá ocorrer algum desconforto e distensão abdominal devido ao ar que é insuflado durante o exame para melhor visualização do cólon. Tal sintoma desaparecerá à medida que os gases forem sendo naturalmente eliminados ou mediante à utilização de antifiséticos, como a dimeticona.
Quando são realizadas biópisias ou polipectomias durante o exame, poderá ocorrer sangramento nas fezes nas próximas evacuações.
Quais são as possíveis complicações da Colonoscopia ?
Colonoscopia e polipectomia são geralmente seguras quando realizadas por médicos que são especialmente treinados e experientes neste procedimento.
Uma rara complicação é a perfuração, ou laceração através da parede intestinal que pode ocorrer em presença de algumas alterações patológicas como por exemplo: divertículos, estenoses, aderências ou tumores e podem requerer uma cirurgia de urgência.
Sangramento pode ocorrer no local da biópsia ou da polipectomia, mas é usualmente pequeno. O sangramento pode parar sozinho ou ser controlado através do colonoscópio; raramente irá requerer um tratamento de acompanhamento. Alguns pacientes podem ter reação à sedação ou complicações decorrentes de patologias cardíacas ou pulmonares prévias.
Embora complicações após a colonoscopia não sejam comuns, é importante perceber cedo seus sinais. Contacte seu médico se notar dor forte abdominal, que não cede com analgésicos comuns, febre, calafrios, ou sangramento retal importante. Observe que o sangramento pode ocorrer muitos dias após a polipectomia.
Colonoscopia - o que há de novo?
Nos últimos anos, vêm sendo introduzidos no mercado colonoscópios de magnificação, que permitem aumentar de 40 a 100 vezes as imagens da mucosa intestinal. Tal técnica, quando associada à cromatoscopia ( uso de corantes) permite aferir informações importantes e detalhadas sobre as características das lesões intestinais (ex: pólipos).
Ainda no campo da inovação tecnológica, surgiu a colonoscopia virtual, que consiste na reconstrução computadorizada do cólon por meio da tomografia helicoidal. É um método ainda não disponível em muitos centros, e possui a desvantagem de não permitir a realização de biópsias ou remoção de lesões.
Colonoscopia Virtual
Seus pais, seus avós e seus tios sempre cuidaram da sua saúde. Agora você vai lembrá-los o quanto é importante cuidar da deles, também. Compartilhe um dos nossos conselhos com a sua família e faça parte do Movimento