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sábado, 7 de janeiro de 2012

Refluxo Gastroesofágico: quais são os fatores de risco?

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é caracterizada pelo refluxo do conteúdo ácido proveniente do estômago, provocando sintomas desagradáveis e/ou complicações (esôfago de Barret, estenose, úlcera esofágica e sangramento) .
Um amplo estudo populacional brasileiro abrangendo cerca de 20.000 pessoas em 22 cidades representativas de diferentes regiões do país, identificou prevalência da DRGE ao redor de 12% em nosso meio.
Dentre os sintomas típicos da doença encontram-se a pirose ( algumas vezes chamada de "azia", representada pela sensação de queimação no peito que por vezes pode atingir até a garganta) e a regurgitação (definida como a percepção do fluxo do conteúdo gástrico refluído para a boca ou garganta).
Associados a estes sintomas, podem também ocorrer: salivação excessiva, eructação (arroto) e sensação de opressão no peito que, por vezes mimetiza até mesmo um infarto.

São fatores de risco para a DRGE: 
  1. IDADE. A DRGE aumenta acentuadamente com a idade.
  2. SEXO. Acomete ambos os sexos, mas costuma ser mais prevalente em mulheres.
  3. GESTAÇÃO. A pirose e a regurgitação aumentam durante a gestação pelo crescimento do útero e compressão do estômago
  4. HÉRNIA DE HIATO.  Os fatores anatômicos de contensão do refluxo gastroesofágico são alterados pela presença da hérnia hiatal, principalmente nas hérnias moderadas a grandes.
  5. FATORES GENÉTICOS. Estudos sugerem o caráter genético da doença ao encontrar vários casos na mesma família.
  6. OBESIDADE. A DRGE é mais frenquente em obesos pelo aumento da pressão intra-abdominal.
  7.  MEDICAMENTOS. Certos medicamentos conhecidos aumentam a incidência de refluxo, como os antidepressivos, alguns anti-hipertensivos, alendronato, teofilina, entre outros.
  8. TABAGISMO
  9. BEBIDAS ALCOÓLICAS
  10. ALIMENTAÇÃO RICA EM GORDUROSOS, CÍTRICOS, CHOCOLATE, MOLHOS E CAFÉ.
  11. REFEIÇÕES COPIOSAS
  12. ESFORÇOS FÍSICOS EXCESSIVOSCarregar pesos e atividade física após alimentação. 

Lembre-se: não adianta protelar a resolução do problema. Quando não tratada corretamente, a DRGE pode ocasionar graves prejuízos à sua saúde. Cuide-se bem e procure sempre um especialista.

Leia mais sobre refluxo gastroesofágico. Acesse:
Doença do Refluxo Gastroesofágico - uma afecção crônica
Sintomas Noturnos do Refluxo Gastroesofágico


Boa Alimentação e Longevidade

Os estudos científicos confirmam: os principais fatores que levam a um envelhecimento precoce são os erros alimentares cometidos durante a vida, além da exposição solar excessiva, o estresse e o hábito de fumar. E dentre todos esses fatores, a nutrição é a que mais está ligada à qualidade de vida e a longevidade do ser humano. A alimentação, desde que nutricionalmente adequada, exerce papel fundamental no retardo do processo de envelhecimento, na melhora da performance mental e física, além de auxiliar na manutenção do peso adequado e na melhora do sistema imunológico.


O consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, sal, carboidratos simples (produtos refinados como açúcar) e o consumo exagerado de bebidas alcoólicas ao longo da vida, são hábitos amplamente relacionados com as alterações físicas e doenças ligadas ao envelhecimento. Ao contrário, a ingestão de alimentos ricos em fibras, vitaminas, minerais, hortaliças, cereais integrais, nozes e castanhas variadas, está relacionada ao retardo do envelhecimento e redução de doenças relacionadas à idade tais como osteoporose, cardiovasculares, Mal de Alzheimer, câncer de mama e próstata, entre outras.

É importante que as pessoas saibam que o envelhecimento cronológico pode ser bem diferente do envelhecimento fisiológico e funcional. Assim, pessoas da mesma idade cronológica, sobretudo após os 50-60 anos, podem ter seu envelhecimento funcional e fisiológico diferenciado, aparentando mais ou menos idade. Essa diferenciação é provocada pelo estilo de vida que cada pessoa adota em seu dia a dia. Se esse estilo de vida não for adequado, saudável, o envelhecimento fisiológico e funcional será mais acelerado. Contudo, sempre há tempo para tentar reverter a situação; modificações nos hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos podem trazer grandes benefícios para o corpo e para a mente mesmo para as pessoas que já chegaram a meia idade e nunca tiveram hábitos saudáveis de vida.

Dieta da longevidade

* O consumo de carboidratos complexos como pães integrais, cereais (aveia, centeio), arroz integral, etc.

* Recomenda-se que sejam, sempre que possível, consumidos de forma integral, uma vez que o processamento do trigo, arroz e outros grãos traz perdas significativas de nutrientes, principalmente de fibras;

* O consumo de frutas e vegetais variados (são as maiores fontes de vitaminas, sais minerais). São também ricos em fibras;

* O consumo de carnes magras, aves sem pele, peixes, laticínios desnatados, leguminosas (soja, feijão, ervilha, lentilha, grão de bico), nozes e castanhas : alimentos ricos em proteínas, necessárias para a construção e manutenção dos tecidos orgânicos, formação de enzimas, hormônios e vários líquidos e secreções corpóreas.

* O consumo de água durante todo o dia (no mínimo 8-10 copos)

Neste cardápio deve-se evitar ou moderar o consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcar e sal. O consumo desses três componentes alimentares está relacionado às doenças cardiovasculares, hipertensão, câncer (principalmente de mama e próstata), entre outras enfermidades, além de que os excessos se acumulam em forma de gorduras indesejáveis, celulite e trazem transtornos para o corpo todo. Resumindo:

  •  Evite gorduras, frituras, consuma carnes magras e aves sem pele, dê preferência para peixes como salmão, atum, sardinha, cavala, ricos em gorduras importantes para a nossa saúde e bem estar (ácidos graxos ômega-3); evite alimentos embutidos como salames, salsichas, presuntos, lingüiças, etc, ricos em gordura saturada e colesterol.

  •  Reduza o consumo de churrascos e assados em brasa; a fumaça que impregna as carnes é cancerígena e formadora de radicais livres que favorecem o envelhecimento precoce;

  •  Modere o consumo de açúcar (doces, refrigerantes, etc) e sal; em excesso o açúcar se transforma em gordura colocando em risco seu peso e o sal causa retenção hídrica, proporcionando inchaço e edemas;

  •  Prefira o azeite de oliva para temperar saladas e dê preferência aos óleos de canola, girassol e milho para o preparo de outros pratos; use-os com moderação;

  •  Beba pouco álcool; bebidas alcoólicas fornecem calorias, mas não nutrientes, por isso engorda e causa outros problemas para a nossa saúde. O consumo de 2 cálices de vinho tinto ao dia, mas não mais do que isso, pode ser benéfico para o coração.


Reforço especial a partir dos 50 anos

A alimentação deve ser monitorada em todas as fases da vida. No entanto, a partir dos 50 anos muitas vezes é necessário um “reforço” especial, isto porque é nessa fase da vida que os processos catabólicos ou degenerativos tornam-se maior do que a taxa de regeneração celular anabólica. Por conta disso, a perda de células resultantes leva a vários graus de menor eficiência e função orgânica deficiente, inclusive menor absorção de nutrientes, causando também uma perda progressiva da massa corpórea.

Com o avançar da idade, mudanças no paladar, menor secreção salivar entre outros fatores que diminuem a capacidade de mastigação e deglutição do alimento, levam também a uma diminuição do consumo de carnes, frutas e vegetais frescos, resultando em ingestão inadequada de ferro, zinco, entre outros nutrientes importantes. Como se não bastasse, o acúmulo de radicais livres é muito maior após essa idade. Os radicais livres são moléculas formadas em nosso corpo por conta, principalmente, da exposição à poluição, fumaça do cigarro, raios solares, drogas, alimentos gordurosos, etc. O efeito cumulativo dessas moléculas pode causar alterações irreversíveis nas células aumentando o risco de doenças crônicas como câncer, enfraquecendo o sistema imunológico e levando ao envelhecimento precoce. Por isso, uma suplementação nutricional adequada após os 50 anos pode ajudar a combater a ação dos radicais livres, bem como repor os nutrientes que se encontram deficientes na alimentação do dia a dia.

O envelhecimento é portanto um processo biológico natural e as mudanças vão ocorrendo lentamente  influenciadas por alguns fatores, especialmente a alimentação. Se você deseja ultrapassar a barreira dos 90, 100 anos com qualidade de vida, mantendo por mais tempo suas características juvenis e livre de doenças associadas à idade, é importante começar desde já a pensar no que anda comendo.

Alimente-se bem. Seu organismo agradece!

Hemorróidas - Avalie seus sintomas


Ultimamente, quantas vezes você:
  • Se esforça para evacuar?
0 - Nenhuma vez
2 - Algumas vezes
4 - Quase sempre
6 - Sempre
  • Ao evacuar ocorre sangramento visto no papel higiênico ou nas fezes?
0 - Nenhuma vez
2 - Algumas vezes
4 - Quase sempre
6 - Sempre
  • Sente dor durante ou após a evacuação?
0 - Nenhuma vez
2 - Algumas vezes
4 - Quase sempre
6 - Sempre
  • Ocorre inchaço na região anal?
0 - Nenhuma vez
2 - Algumas vezes
4 - Quase sempre
6 - Sempre

Some os pontos de todas as respostas:

0 pontos = Você está bem, mas fique atento a qualquer alteração.
2 a 8 pontos = Procure um proctologista para verificar se há possibilidades de problemas hemorroidários.
8 a 16 pontos = Você precisa procurar um proctologista, evite que seu problema se agrave.
Acima de 16 pontos = Consulte um proctologista imediatamente para evitar complicações mais graves.

Importante: Nem todo sangramento pelo ânus é causado por hemorróidas. Hemorróidas não causam câncer, porém podem confundir o diagnóstico.

Saiba mais e previna-se!
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Halitose (mau hálito): origem e tratamento


O que é halitose?
A halitose é uma condição caracterizada pelo hálito de odor desagradável, podendo significar ou não uma alteração patológica. É um sinal indicativo de alguma disfunção orgânica (que requer tratamento) ou fisiológica (que requer apenas orientação).
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 40% da população mundial é acometida de halitose e sofre suas consequêcias sociais, profissionais e psicoafetivas.
As pessoas podem não ter conhecimento do seu próprio hálito, entretanto, podem ser capazes de detectar a halitose em pessoas do seu convívio. Isto acontece pois a percepção de cada um em relação a um determinado odor é alterada através da exposição contínua do odor aos sensores olfativos. Denominamos isto de " fadiga olfativa " e um exemplo clássico é o fato de não sentirmos mais o odor do perfume que usamos habitualmente depois de certo tempo.


O hálito é composto pelo ar expirado após a inspiração que provoca as trocas gasosas fisiológicas, associado às substâncias eliminadas por via pulmonar. Estas substâncias partem do intestino para o fígado, para a bile, para o sangue e finalmente para os pulmões, quando são eliminados pela expiração.

Origem e Classificação

A halitose é classificada de acordo com sua etiologia em:
  • HALITOSE GENUÍNA ( fisiológica ou patológica ) - referida pelo paciente e de fato percebida pelo médico.
  • PSEUDO-HALITOSE
  • HALITOFOBIA
HALITOSE GENUÍNA Fisiológica
A halitose fisiológica matinal relaciona-se a diminuição do fluxo salivar durante o sono: existe um fluxo mínimo de saliva durante o sono. Assim, ocorre putrefação de células epiteliais esfoliadas que permanecem retidas durante esse período ocasionando um odor desagradável, o qual desaparece após a higienização oral pela manhã, restabelecendo o fluxo salivar aos valores normais.
Existe outro tipo de halitose que é a temporária, de origem alimentar. Esta pode ser causada pela ingestão de alimentos com alho, cebola, condimentos e pela ingestão de bebidas alcoólicas. O metabolismo destes alimentos e bebidas produz ácidos e outros compostos que são excretados através dos pulmões.
Vale ressaltar que o jejum prolongado também é uma causa reconhecida de halitose.
HALITOSE GENUÍNA Patológica
ORAL: halitose causada por doença, condições patológicas ou má função de tecidos orais.
Exemplos: xerostomia (boca seca por falta de saliva), doença periodontal, cáries, língua saburrosa.
EXTRA-ORAL: halitose com origem em vias aéreas superior e/ou inferior (sinusites, amigdalites,bronquites, infecções pulmonares), no trato digestivo (gastrite, doença do refluxo gastroesofágico, ulceras pépticas), doenças sistêmicas ( câncer, diabetes, doenças renais e hepáticas).
MEDICAMENTOS: A halitose provocada por medicamentos se deve ao fato de que algumas drogas podem alterar a sensação de gosto e olfato como: sais de lítio, penicilina e tiocarbamida, causando halitose subjetiva, ou ainda podem ser excretadas através do pulmão. Alguns medicamentos antineoplásicos, anti-antialérgicos, anfetaminas, tranqüilizantes, diuréticos e outras drogas provocam diminuição do fluxo salivar ocasionando o mau hálito.
PSEUDO-HALITOSE
É o diagnóstico dado quando o paciente acredita ser portador da condição, mas a avaliação médica não determina halitose.
HALITOFOBIA
Também chamada de halitose psicossomática, quando o paciente persiste com queixa de halitose apesar de ter sido realizado seu tratamento.

Composição química do mau hálito

Atualmente são conhecidas mais de 50 causas para o mau hálito e em mais de 90% dos casos sua origem é bucal.
Na maioria dos casos, o mau hálito se origina na boca em decorrência da putrefação microbiana de componentes do hospedeiro (células descamadas) e resíduos alimentares.
A saliva contém proteínas em grandes quantidades, sendo uma das fontes principais de enxofre.
A saburra lingual é formada pela estagnação de proteínas salivares, restos alimentares e, principalmente, por células descamadas e bactérias aderidas. Este material é então degradado pelas bactérias anaeróbias proteolíticas que, agindo sobre os aminoácidos, originam uma série de compostos voláteis, entre eles, os compostos sulfurosos voláteis (CSV).

Prevenção e Tratamento

A halitose tem causas que devem ser reconhecidas e tratadas. De regra, tratada a causa, desaparece a halitose.

Seja qual for a causa da halitose a higiene bucal é fundamental para o sucesso do tratamento, além da eliminação da sua respectiva causa. É imperativo que além da escovação e do uso do fio dental promova-se a periódica limpeza da língua após as refeições e ao deitar, evitando o acúmulo de bactérias. Consultas odontológicas são importantes, principalmente quando o paciente for portador de várias restaurações, próteses fixas ou adesivas, pois as mesmas podem estar com áreas que retenham restos alimentares.

Evite o mau hálito:



- use o fio dental e faça uma boa escovação dentária, limpando também a língua, após qualquer refeição;

- consulte regularmente o dentista;

- o uso de enxaguantes bucais é recomendado;

- tenha uma dieta balanceada e evite o jejum prolongado, alimentando-se de 3/3 horas;

- beba pelo menos dois litros de água por dia;

- controle o estresse pois ele diminui a produção de saliva e contribui para a multiplicação de bactérias que se assestam na língua;

- evite o excesso de comidas gordurosas, cigarros, café, frituras;

- Mastigue bem os alimentos e aumente o consumo de fibras. As fibras exigem mais da mastigação e aumentam a produção salivar.


O Tratamento da halitose além de passar pela avaliação odontológica inclui a avaliação médica especializada.
É fundamental a exclusão de doenças sistêmicas orgânicas para o sucesso do tratamento. Em casos específicos, o uso de antibióticos e probióticos  fazem parte da terapêutica. Exames como a endoscopia digestiva alta e a tomografia de seios da face são importantes para se estabelecer o diagnóstico diferencial entre as diversas doenças causadoras de halitose. Procure sempre a orientação médica.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FARMÁCIA POPULAR: CRESCE ACESSO A MEDICAMENTOS GRATUITOS E COM DESCONTOS

ACESSO A MEDICAMENTO GRATUITO CRESCE 226% EM SÃO PAULO

O Governo Federal criou o Programa Farmácia Popular do Brasil para ampliar o acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns entre os cidadãos. O Programa possui uma rede própria de Farmácias Populares e a parceria com farmácias e drogarias da rede privada, chamada de "Aqui tem Farmácia Popular".

O “Saúde Não Tem Preço” – marca do Aqui Tem Farmácia Popular – beneficia cada vez mais brasileiros e amplia o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Em São Paulo, o programa do Ministério da Saúde aumentou o número de habitantes ofertados com medicamentos de diabetes e hipertensão em 226% de janeiro a outubro. O total mensal de pessoas que retiraram esses produtos nas 4.533 farmácias e drogarias credenciadas passou de 235.165, em janeiro, para 765.484, em outubro. Em todo o país, a quantidade de beneficiados aumentou 251% no mesmo período. O total mensal de brasileiros assistidos pelo Saúde Não Tem Preço passou de 853.181, em janeiro, para quase 3 milhões em outubro. Em todo o período, 6,5 milhões de pessoas foram beneficiadas. Desses, 1.607.997, em São Pau lo.

O programa Saúde Não Tem Preço fornece medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão, desde fevereiro. Antes, nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto.

Em São Paulo, a quantidade mensal de diabéticos beneficiados pelo programa cresceu 183% – pulou de 96.525, em janeiro, para 272.825, em outubro. No caso da hipertensão, o percentual de aumento foi de 266% no mesmo período – passou de 168.239 para 615.613 beneficiados. “Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida da população, que são a diabetes e a hipertensão”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A hipertensão arterial acomete 23,3% da população adulta brasileira maior de 18 anos, segundo dados do estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Em São Paulo (capital), o percentual de hipertensos é de 22,9% da população adulta, abrangendo 19,7% dos homens e 25,8% das mulheres. De acordo com a mesma pesquisa, o diabetes atinge 6,3% da população adulta brasileira. Especificamente na capital paulista, 7,1% da população apresentam a doença – 6,3% dos homens e 7,8% das mulheres.

Os medicamentos são oferecidos nas mais de 20 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.

Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997).

Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo ou nome genérico, que é a substância que compõem o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

Confira a lista de todos os medicamentos disponibilizados pelo programa:

ELENCO OFICIAL DOS MEDICAMENTOS DISPONIBILIZADOS PELA REDE PRÓPRIA DO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR
MEDICAMENTO / CORRELATO APRESENTAÇÃO UNIDADE DE CADASTRO /PREÇO DE DISPENSAÇÃO (R$)

Acetato de medroxiprogesterona 150 mg/ml Ampola 1,24

Aciclovir 200mg/comp. Comprimido 0,28

Ácido Acetilsalicílico 500mg/comp. Comprimido 0,035

Ácido Acetilsalicílico 100mg/comp. Comprimido 0,03

Ácido Fólico 5mg/comp. Comprimido 0,054

Albendazol 400mg/comp. mastigável Comprimido 0,56

Alendronato de Sódio 70 mg/comp. Comprimido 0,37

Alopurinol 100mg/comp. Comprimido 0,08

Amiodarona 200mg/comp. Comprimido 0,2

Amitriptilina(Cloridrato) 25mg/comp. Comprimido 0,22

Amoxicilina 500mg/cáps. Cápsula 0,19

Amoxicilina 250mg/5ml/pó p/susp. oral Frasco 60 ml 1,96

Amoxicilina 250mg/5ml/pó p/susp. oral Frasco 150 ml 4,9

Azatioprina 50mg/comp. Comprimido 1,4

Azitromicina 500mg/comp. Comprimido 2,64

Benzilpenicilina Benzatina 1.200.000ui/pó p/sus. inj. Frasco-ampola 1,5

Benzilpenicilina Procaína+Potássica 300.000+100.000ui/pó/sus. inj. Frasco-ampola 1,5

Benzoato de Benzila 200mg/ml/emulsão Frasco 100 ml 1,4

Benzoato de Benzila 200mg/ml/emulsão Frasco 60 ml 1,1

Biperideno 2mg/comp. Comprimido 0,073

Brometo de n-butilescopolamina 10 mg/frasco frasco de 20 ml 3,9

Carbamazepina 200mg/comp. Comprimido 0,13

Carbidopa + Levodopa 25mg + 250mg/comp. Comprimido 0,48

Cefalexina(Cloridrato ou Sal Sódico) 500mg/cáps. Cápsula 0,4

Cefalexina(Cloridrato ou Sal Sódico) 250mg/5ml/susp. oral Frasco 60 ml 4,96

Cefalexina(Cloridrato ou Sal Sódico) 250mg/5ml/susp. oral Frasco 125 ml 10

Cetoconazol 200mg/comp. Comprimido 0,23

Ciprofloxacino 500mg/comp. Comprimido 0,38

Clonazepam 2mg/comp Comprimido 0,06

Cloreto de Potássio 60mg/ml/xpe. Frasco 100 ml 1,88

Cloreto de Sódio 0,9% 9mg/ml/sol. nasal Frasco 0,95

Clorpromazina 25mg/comp. Comprimido 0,1

Clorpromazina 100mg/comp. Comprimido 0,125

Dexametazona Crem.0,1% Tubo 1

Dexclorfeniramina(Maleato) 2mg/comp. Comprimido 0,06

Dexclorfeniramina(Maleato) 0,4mg/sol. Oral Frasco 120 ml 2,07

Diazepam 5mg/comp.sulcado Comprimido 0,04

Diazepam 10mg/comp.sulcado Comprimido 0,08

Digoxina 0,25mg/comp. Comprimido 0,06

Dipirona 500mg/ml gts Frasco 10 ml 0,7

Doxiciclina 100mg/comp. Comprimido 0,38

Enantato de Noretisterona+Valerato de Estradiol 50mg+5mg/injetável Seringa 1 ml 1,13

Eritromicina(Estearato ou Etilsuccinato) 125mg/5ml/susp. oral Frasco 60 ml 2,3

Eritromicina(Estearato ou Etilsuccinato) 500mg/comp./cáps. Comprimido 0,54

Etinilestradiol+Levonorgestrel 0,03mg+0,15mg/comp Cartela c/ 21 cápsulas 0,42

Fenitoína 100mg/comp. compimido 0,1

Fenobarbital 100mg/comp. Comprimido 0,06

Fluconazol 100mg/rev. Cápsula 0,95

Fluconazol 150mg/rev. Cápsula 0,95

Fluoxetina 20mg/comp. Comprimido 0,06

Fosfato de Oseltamivir 75mg/comp comprimido 0

Haloperidol 1mg/comp. Comprimido 0,08

Haloperidol 5mg/comp. Comprimido 0,12

Haloperidol 2mg/ml/sol. oral Frasco 20 ml 1,94

Ibuprofeno 300mg/comp. Comprimido 0,16

Levonorgestrel 0,75mg/comp. Comprimido 3,47

Loratadina 10mg/comp. Comprimido 0,05

Mebendazol 100mg/comp. Comprimido 0,05

Mebendazol 100mg/5ml/sup. Oral Frasco 30 ml 1,1

Metoclopramida (Cloridrato) 10mg/comp. Comprimido 0,04

Metoclopramida (Cloridrato) 4mg/ml/sol.oral Frasco 10 ml 0,75

Metronidazol 250mg/comp. Comprimido 0,1

Metronidazol 5% creme vaginal Tubo 50 gramas 2,15

Metronidazol (Benzoato) 200mg/5ml/susp. oral Frasco 100 ml 2,4

Miconazol (Nitrato) 2%/locão Frasco 30 ml 1,86

Miconazol (Nitrato) 2%/pó Frasco 30 ml 4,95

Monitrato de Isossorbida 20mg/comp. Comprimido 0,1

Neomicina (Sulfato) + Bacitracina (Zíncica) 5mg + 250ui/g/pom. Tubo 10 gramas 1,35

Neomicina (Sulfato) + Bacitracina (Zíncica) 5mg + 250ui/g/pom. Tubo 15 gramas 2,02

Nistatina 25.000 UI/crem. Vaginal Tubo 60 gramas 2,28

Nistatina 25.000 UI/crem. Vaginal Tubo 50 gramas 1,9

Nistatina 100.000 UI/ml/ susp. Oral Frasco 30 ml 3,62

Noretisterona 0,35mg/comp. Cartela c/ 35 comprimidos 0,5

Omeprazol 20mg/cáps. Cápsula 0,23

Paracetamol 500mg/comp. Comprimido 0,09

Paracetamol 200mg/ml/sol. Oral gts Frasco 10 ml 0,85

Paracetamol 200mg/ml/sol. Oral gts Frasco 15 ml 1,27

Paracetamol 100mg/ml/sol. oral gts. Frasco 10 ml 0,7

Paracetamol 100mg/ml/sol. oral gts. Frasco 15 ml 1

Prednisona 20mg/comp. Comprimido 0,18

Prednisona 5mg/comp. Comprimido 0,08

Prometazina (Cloridrato) 25mg/comp. Comprimido 0,12

Ranitidina 150mg/comp. Comprimido 0,12

Sais p/ Reidratação Oral pó p/sol. Oral Envelope 27,9 gramas 0,6

Salbutamol (Sulfato) 2mg/comp. Sulcado Comprimido 0,04

Salbutamol (Sulfato) 2mg/5ml/xpe. Frasco 120 ml 1,15

Salbutamol (Sulfato) 2mg/5ml/xpe. Frasco 125 ml 1,2

Sinvastatina 20mg/comp. Comprimido 0,38

Sulfametoxazol + Trimetoprima 400mg + 80mg/comp. Comprimido 0,08

Sulfametoxazol + Trimetoprima 200mg + 40mg/5ml/susp. Oral Frasco 50 ml 1,45

Sulfametoxazol + Trimetoprima 200mg + 40mg/5ml/susp. Oral Frasco 60 ml 1,74

Sulfametoxazol + Trimetoprima 200mg + 40mg/5ml/susp. Oral Frasco 100 ml 2,9

Sulfasalazina 500mg/comp. Comprimido 0,4

Sulfato Ferroso 40mg Fe(II)/comp. rev. Comprimido 0,04

Sulfato Ferroso 25mg/ml Fe(II)/sol. Oral Frasco 30 ml 0,75

Tiabendazol 5%/pom. Tubo 20 gramas 2,89

Valproato de Sódio 50mg/ml/xpe. Frasco 100 ml 4,05

Preservativo Masculino unidade 0,3



Encontre aqui a Farmácia Popular mais próxima de você:
http://www.saudenaotempreco.com.br/encontre_aqui.php


Maiores informações, acesse:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1095

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Banco Virtual de Doadores de Sangue

MINISTÉRIO LANÇA BANCO VIRTUAL DE DOADORES DE SANGUE  #doesangue





Em comemoração ao Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue - 25 de Novembro - o Ministério da Saúde lançou uma nova ferramenta de incentivo à doação de sangue  em sua página do Facebook: o Banco de Doadores virtual. O aplicativo terá a missão de agregar e cadastrar doadores de sangue em todo o Brasil. Com o lema “Essa corrente precisa de você. Doe sangue”, a Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados pretende aumentar a doação voluntária.

A proposta tem o objetivo de divulgar a importância da doação de sangue no cotidiano das redes sociais.
O primeiro passo é participar do aplicativo e fazer sua doação de sangue virtual depois informar o seu tipo sanguíneo, preencher seus dados e convidar seus amigos. Com o Banco de Doadores, os usuários também poderão ver os seus amigos classificados por tipo sanguíneo. Isso significa que você não precisa doar imediatamente, mas comunica que se coloca à disposição para uma eventual doação.

Um dos objetivos é fazer com que o doador virtual convide o maior número de pessoas, residentes da mesma cidade, para fazer parte do Banco de Doadores, pois quando alguém ou o hemocentro da sua região precisar de doação, o banco servirá para acionar possíveis doadores.

Cada vez mais a demanda por sangue aumenta nos hemocentros. O aumento de 58,3% nos transplantes (de 2003 a 2009) e o crescimento da população estão entre os fatores que fazem o país precisar cada vez mais de sangue para transfusão. São coletadas por ano 3,5 milhões de bolsas de sangue no Brasil, quando o ideal seria 5,7 milhões.

No Brasil, 1,9% da população é doadora de sangue. Mesmo estando este percentual dentro do parâmetro da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de 1% a 3% da população – o Ministério da Saúde considera que é urgente e possível aumentar o número de brasileiros doadores: se cada pessoa doasse duas vezes ao ano, não faltaria sangue para transfusão no País.

Diariamente, milhares de pessoas no mundo necessitam de reposição sanguínea durante procedimentos cirúrgicos ou ambulatoriais, em virtude de acidentes, tratamento de doenças ou emergências. Essa reposição só é possível graças ao simples ato de solidariedade de doar sangue, que mantém abastecidos os estoques dos hemocentros.

É importante a colaboração da população para regularizar, manter e aumentar os estoques de sangue nos serviços nacionais responsáveis pela captação e distribuição deste e de outros componentes sanguíneos. Nos períodos de férias escolares, festas e final de ano, as doações de sangue caem em até 30%.


Cadastro
O aplicativo servirá de apoio à campanha, realizada no período de 21 a 25 de novembro. O primeiro passo é participar do aplicativo e fazer sua doação de sangue virtual depois informar o seu tipo sanguíneo, preencher seus dados e convidar seus amigos.  Isso significa que você não precisa doar imediatamente, mas comunica que se coloca à disposição para uma eventual doação.
 
Quem pode doar?
Para doar sangue é necessário apresentar documento com foto, válido em todo território nacional; ter peso acima de 50 Kg; ter idade entre 18 e 67 anos; podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade de 16 e 17 anos, com o consentimento formal do responsável legal.

Recomendações
Nunca vá doar sangue em jejum; faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação; não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores; evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação; evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação; Interromper as atividades por 12 horas as pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho.

Quem NÃO pode doar?
Quem teve diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.


               Vamos nos mobilizar nesta corrente:
            # doe SANGUE,   # doe VIDA!

Para maiores informações, acesse:


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Aftas orais: um desafio para médicos e pacientes

As lesões conhecidas popularmente como "aftas" são as afecções mais comuns da mucosa oral, sendo cientificamente denominadas de estomatites aftosas recorrentes (EAR).
Tais lesões constituem um desafio na prática clinica diária, tanto aos médicos quanto aos pacientes, por serem afecções comuns ( acometem mais de 10% da população mundial ), de causas multifatoriais e de ocorrência recorrente.
Considerando-se a apresentação extremamente dolorosa e inflamatória da lesão, a afta é sem dúvida, altamente prejudicial e limitante às atividades diárias das pessoas. A dor intensa não raro, limita a fala, a alimentação e a deglutição.
As EAR têm início com o aparecimento de lesões ulcerativas em qualquer região da mucosa oral ou orofaríngea, apresentando-se em formas, tamanhos e quantidades variadas. 

As estomatites aftosas recorrentes têm etiologia multifatorial e ainda contraditória.

Contudo, é importante fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças que cursam com lesões ulcerativas na cavidade oral, como Doença de Crohn, doença celíaca, neutropenia inespecífica, infecção por HIV e síndrome de Behçet. Exames laboratoriais e biópsias das lesões muitas vezes são necessárias para se estabelecer o diagnóstico diferencial e tratar o quadro de maneira específica e adequada.

Há alguns fatores predisponentes para a estomatite aftosa recorrente (EAR):
  • História familiar
  • Traumas locais ( má oclusão dentária , aparelhos ortodônticos, gomas de mascar, etc)
  • Fatores emocionais ( estresse )
  • Hipersensibilidade alimentar ( glúten, ác. benzóico, ácido ascórbico, corantes, chocolate, café, amendoim, morango, tomates , queijos, etc.)
  • Fatores hormonais ( contraceptivos oaris , ciclo menstrual )
  • Vírus (herpes simples, varicela -zoster, epstein-baar, etc) 
  • Bactérias (H. pylori)
  • Deficiências hematológicas ( carências de ácido fólico, ferro, vitaminas B1, B2, B6 e B12)
  • Causas gastrointestinais ( refluxo gastroesofágico, gastrites, doenças inflamatórias intestinais) são muito frequentes.
 CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Geralmente, o aparecimento da EAR ocorre durante a infância com a tendência para a diminuição da úlceras, em frequência e gravidade, durante o crescimento. Aproximadamente 80% dos pacientes desenvolvem a doença até os 30 anos.
O sintoma de queimação local ou dor por 24 a 48 horas pode preceder as úlceras orais. As lesões são dolorosas, rasas, bem definidas, redondas ou ovais, com fundo necrótico recoberto por uma membrana amarelo-acizentada. A dor dura de 3 a 4 dias, quando a epitelização poderá se iniciar em um processo de resolução espontânea.   

TRATAMENTO

A maioria das úlceras aftosas tem resolução espontânea, entretanto o tratamento sintomático na fase aguda e dolorosa da doença faz-se necessário. 
O melhor tratamento para a EAR é aquele que controla as úlceras pelo maior tempo possível com os mínimos efeitos colaterais.
Desde o advento dos antiinflamatórios tópicos ( uso local ) de alta potência , a maioria dos pacientes consegue um bom controle dos sintomas, sendo a intervenção precoce a chave para o sucesso terapêutico.
É fundamental afastar ou tratar doenças sistêmicas associadas ( doenças inflamatória intestinais, carência de ferro e vitamina B12, entre outras). Muitas vezes, o diagnóstico de tais doenças é feito apenas pela presença suspeita de aftas orais recorrentes ou de difícil cicatrização.