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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Impacto da Obesidade no Sistema Digestivo


A obesidade, atualmente considerada uma doença, surge como uma verdadeira epidemia no cenário mundial moderno, causando complicações e/ou co-mordidades que frequentemente levam ao óbito.
Trata-se pois, do maior desafio de saúde pública do século: estima-se que mais de 1,6 bilhões de pessoas estejam acima do peso ideal (sobrepeso) e 400 milhões sejam obesas.
A maior preocupação da obesidade é que ela é um fator de risco importante para algumas das doenças mais prevalentes do Mundo, como a doença coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes, hipertensão arterial sistêmica e osteoartrite. Além disso, alterações digestivas comuns também se relacionam com a obesidade:
  • o refluxo gastroesofágico e a esofagite
  • a esteatose hepática
  • os cálculos da vesícula biliar
  • o aumento da incidência de alguns cânceres neste sistema.(ex: câncer colorretal)

REFLUXO GASTROESOFÁGICO
O aumento da prevalência da obesidade e do refluxo gastroesofágico em populações ocidentais durante os últimos 50 anos sugerem uma clara associação entre estas duas condições. Estudos mostraram um aumento da incidência de refluxo gastroesofágico em torno de uma a duas vezes e meia em pacientes com aumento do índice de massa corpórea, assim como as complicações desta doença, como a queimação retroesternal (azia), regurgitação, esofagite erosiva e câncer de esôfago. O aumento do diâmetro abdominal também estava relacionado ao aumento da incidência de esôfago de Barrett, que é uma adaptação da mucosa do esôfago ao trauma causado pelo líquido refluído. Esta relação entre a obesidade e o refluxo decorre da redução da pressão do esfíncter (músculo) inferior do esôfago, da presença de hérnia de hiato, aumento da pressão intra-abdominal e intragástrica (dentro do estômago) e alteração da motilidade do esôfago, que são alterações decorrentes do excesso de peso.


LITÍASE BILIAR
Na vesícula biliar, a obesidade está associada à formação de cálculos de vesícula, que ocorre com incidência de 2 a 3 vezes maior que na população geral, principalmente nas mulheres. O aumento do índice de massa corpórea também se associa ao câncer de vesícula nas mulhreres, mas não nos homens.

ESTEATOSE HEPÁTICA
Em relação ao fígado, a presença de esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), cirrose hepática e câncer hepático são associados com a obesidade. Na população geral, a incidência de esteatose hepática é de 3 a 24%, mas sobe para 58 a 74% em obesos.


CÂNCER COLORRETAL
O aumento de peso está também relacionado com o aumento de risco de desenvolvimento câncer de intestino grosso (duas vezes mais, principalmente em homens) e de pólipos adenomatosos (precursores do câncer intestinal). A incidência deste tumor é diretamente proporcional ao aumento do índice de massa corpórea e da circunferência abdominal.


A obesidade está ligada ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a prática de atividade física e uma alimentação saudável podem reduzir em 63% os tumores de boca, faringe e laringe. O controle da obesidade pode fazer com que o câncer de mama tenha sua incidência reduzida em 30%. Desta forma, temos que repensar nossa alimentação, pois ela pode ser fator de proteção ou aumentar os riscos de desenvolvimento do câncer. Precisamos aumentar o consumo de frutas, fibras, verduras, legumes e peixes, e deixar de lado alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas, como refrigerantes e alimentos industrializados.

Sabe-se que uma pessoa obesa gasta em média 42% a mais por ano com tratamentos médicos do que alguém com peso adequado, o que também reflete um problema social e financeiro da obesidade. Em um País em desenvolvimento como o nosso, este dado é extremamente relavante. Quanto ao grande número de alterações digestivas associadas ao aumento de peso, é comprovado que a redução do peso traz diminuição da incidência e do risco de progressão destas doenças. Desta forma, o cuidado com o peso extrapola e muito a simples questão estética que está ligada a esta doença tão comum em nosso meio.

Por conta do crescimento da obesidade, o Brasil tem registrado um aumento no número de cirurgias bariátricas, popularmente conhecida como redução do estômago, que é indicado no tratamento da obesidade mórbida. No ano de 2009 o Brasil realizou 30 mil cirurgias, um crescimento de 500% nos últimos 10 anos.
A diminuição do tamanho do estômago para perda de peso é recomendada quando o índice de massa corporal (IMC) é maior que 40kg/m² em pessoas com idade superior a 18 anos, seja homem ou mulher. O procedimento pode ser recomendado, ainda, se o IMC estiver entre 35kg/m² e 40kg/m² e o paciente em questão tiver comorbidades como diabetes, hipertensão arterial, apnéia do sono, hérnia de disco ou outras doenças associadas à obesidade. É válido lembrar que a cirurgia bariátrica é a última opção para o paciente que já tentou, sem sucesso, reduzir o peso por métodos tradicionais.




Tenha uma dieta saudável e mantenha a prática de exercícios físicos de maneira regular.
Se necessário, tenha acompanhamento de profissionais habilitados, como nutricionistas, preparadores físicos e médicos.

                                    BUSQUE SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA!


domingo, 2 de janeiro de 2011

Cuidados e orientações aos portadores de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa Inespecífica

  • 1. Evite o uso de antiinflamatórios, pois podem irritar o tubo digestivo e ativar a doença. Em caso de dúvida, consulte seu médico antes de ingerir qualquer nova medicação.
  • 2. Nas crises de diarréia, procure não ingerir fibras alimentares, principalmente as insolúveis (verduras cruas, cascas de frutas,etc.), pois podem acentuar e perpetuar o quadro.
  • 3. Não consuma condimentos picantes, pois são agressivos à mucosa intestinal que já encontra-se inflamada.
  • 4. Evite o uso de papel higiênico. Procure lavar-se após as evacuações, pois isto evita possíveis irritações locais. 
  • 5. Sempre que consultar algum médico ou especialista da área da saúde, informe sobre sua doença e sobre os medicamentos em uso.
  • 6. Entenda as medicações que você faz uso. Pergunte ao seu médico quais os seus efeitos colaterais e por quanto tempo você deverá usá-las.
  • 7. Uma vez decidido o tratamento, siga-o de maneira discipinada. se uma medicação lhe foi prescrita, tome-a exatamente como foi solicitado.
  • 8. Algumas medicações DEVEM ser mantidas mesmo quando você está bem, a fim de evitar recidivas da doença. Portanto, nunca pare de tomar uma medicação sem antes consultar o seu médico.
  • 9. Algumas medicações utilizadas para as DII podem provocar eventuais efeitos indesejáveis, como anemia e hepatotoxidade. Exames laboratoriais  e clínicos devem ser realizados regularmente durante o tratamento.
  • 10. Não fume, especialmente se você tem Doença de Crohn. O tabagismo piora significativamente esta doença.
  • 11. Mantenha uma alimentação saudável e equilibrada, a fim de absorver os nutrientes necessários e obter ganho de peso. Evite pular refeições ou ficar longos períodos em jejum.
  • 12. Faça sempre práticas esportivas. Mantendo o seu corpo saudável você terá uma melhor qualidade de vida. Momentos de lazer e descontração são necessários e possuem um impacto positivo no controle da doença.
  • 13. Lembre-se de que todos os pacientes portadores de DII são diferentes. Não existe " caso típico". Portanto, o tratamento é sempre individualizado e único.
  • 14. Estresses emocionais podem agravar a doença. Pratique atividades que o ajudem a buscar o equilíbrio - ex: yoga, meditação, psicoterapia e esportes. 
  • 15. Informe-se sobre sua doença, seus sinais e sintomas. Conheça o seu organismo e o modo como a doença o afeta.
  • 16. Se você possui retocolite, provavelmente deverá realizar colonoscopias regulares como exame de prevenção de câncer colorretal. Informe-se com seu médico. 
  • 17. No caso de recaídas, tanto na Retocolite Ulcerativa quanto na Doença de Crohn, a menstruação pode ser temporariamente afetada, com ciclos irregulares.
  • 18. Durante as recaídas, particularmente se houver diarréia intensa, a eficácia do anticoncepcional de uso oral poderá ser menor, e outros métodos  de contracepção deverão ser utilizados.
  • 19. Não há evidências de que as DIIs sejam adversamente afetadas pela gravidez. Entretanto, se você estiver fazendo planejamento familiar  ou desejar engravidar, deverá sempre falar sobre isto com o seu médico. É melhor tentar a concepção na fase de remissão da doença, ouseja, quando estiver se sentindo bem.
  • 20. Recaídas agudas durante o período de gravidez podem ser seguramente tratadas com corticosteróides ou aminossalicilatos sem danos ao feto.   

Compreendendo as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)



A Doença Inflamatória Intestinal (DII) corresponde a qualquer processo inflamatório envolvendo o trato gastrointestinal, seja ele agudo ou crônico. Tradicionalmente, classifica-se as DIIs em dois grupos: com causas conhecidas (infecções, parasitoses, enterocolite por radioterapia, etc) e aquelas com causas não totalmente esclarecidas. Neste último grupo, 80 a 90% dos casos são diagnosticados como Retocolite Ulcerativa Inespecífica (RCUI) e Doença de Crohn (DC). A principal diferença entre elas é que a RCUI compromete somente o intestino grosso, enquanto a DC pode ocorrer em qualquer segmento do aparelho digestivo, desde a boca até o ânus.

CAUSAS

A etiopatogenia destas doenças ainda não é  totalmente conhecida, mas sabe-se que envolve uma série de desordens e ativação imunoinflamatória em indivíduos geneticamente suscetíveis. Como consequência, surgem lesões inflamatórias crônicas da mucosa do tubo digestivo associadas a complicações locais e sistêmicas (em outros órgãos e sistemas).
Atualmente, sabe-se  que são entidades autoimunes, e envolvem tanto fatores genéticos, locais (microbiota intestinal), imunológicos, como psicossociais.
Cerca de 15 a 30% dos portadores de DII têm um parente ou familiar com a doença.


DC - úlceras intestinais
RCUI- colite difusa



INCIDÊNCIA

A RCUI e a DC são afecções crônicas de incidência mundial crescente e, até o momento, não possuem cura, apenas tratamento que há de ser feito de maneira contínua e supervisionado por médico especialista.
Em geral, afetam pessoas entre 10 e 40 anos de idade, mas podem, algumas vezes, manifestar-se pela primeira vez em crianças menores e idosos.
No Brasil, assim como em outros países em desenvolvimento, observa-se que ambas as doenças têm aumentado em frequência nos últimos anos, em especial a DC. A hipótese mais aceita para expllicar este fato em nosso meio, diz respeito ao maior consumo de alimentos industrializados, ricos em xenobióticos (conservantes, corantes,aditivos, etc), que exerceriam um potente efeito antigênico (reação imunológica de defesa e produção de anticorpos) em indivíduos geneticamente suscetíveis, deflagrando a doença.



QUADRO CLÍNICO

Clinicamente, os pacientes com RCUI apresentam-se, característicamente, com diarréia mucossanguinolenta ( com sangue , muco e pus ), tenesmo ( dor retal ) e dor abdominal.
Na DC, os pacientes apresentam diarréia, emagrecimento, dor abdominal, febre, náuseas/vômitos e fístulas (comunicações anormais de regiões do intestino com outros órgãos-Ex: fístula reto-vaginal).
Manifestações extra-intestinais podem ocorrer em até metade dos casos dos portadores das DII e incluem artralgia/artrites, aftas orais, eritemanodoso, pioderma gangrenoso, lesões oculares (episclerite, uveíte) sacroileíte, colelitíase, colangite esclerosante, entre outras.
Agumas destas complicações extra-intestinais podem preceder as manifestações digestivas, o que frequentemente retarda em muito o diagnóstico da doença infamatória intestinal.





DIAGNÓSTICO

O diagnóstico das Doenças Inflamatórias intestinais (DII) é baseado em uma combinação de achados, pois não existe um exame único que permita a definição diagnóstica. Muitas vezes, a diferenciação entre RCUI e DC torna-se difícil. O diagnóstico é realizado com a integração de dados que incluem: história clínica e exame físico, achados endoscópicos (COLONOSCOPIA e ENDOSCOPIA), histológicos (estudo de biópsias intestinais), radiológicos ( ultrassom, tomografia, ressonância) e testes laboratoriais.

TRATAMENTO

 
Ao longo dos últimos 60 anos, vários medicamentos foram e continuam sendo usados para o tratamento das DII: corticóides, SULFASSALAZINA e MESALAZINA (antiinflamatórios intestinais), antibióticos e imunossupressores (drogas capazes de inibir a resposta imune e consequentemente o processo inflamatório gerado).
Felizmente, com o melhor entendimento da fisiopatologia das DII, grandes avanços foram feitos no tratamento da DC e da RCUI. Os medicamentos biológicos a base de anticorpos monoclonais(INFLIXIMABE, ADALIMUMABE) representam hoje um verdadeiro divisor de águas no tratamento das formas moderada e grave destas doenças. A terapia biológica provou ser eficaz na mudança da história natural das doenças, cicatrizando a mucosa, impedidindo a evolução para formas graves e diminuindo índices de complicações, hospitalizações e cirurgia.
O tempo de tratamento e o número de medicamentos utilizados dependerão da intensidade dos sintomas e da resposta à terapia instituída. Geralmente o uso de medicamentos é prolongado e deve ser sempre orientado por um médico especialista.
Como a DC e a RCUI são doenças crônicas caracterizadas por fases agudas (crises) e por períodos de remissão ( ausência ou escassez de sintomas), há de ser feito exames regulares e o uso correto das medicações prescritas a fim de se evitar recidivas (recaídas) da doença.



Há algum risco de câncer associado à doença inflamatória intestinal?
Pacientes com Retocolite Ulcerativa Inespecífica há dez anos ou mais, particularmente com o cólon inteiro afetado (pancolite), apresentam maior risco de desenvolver câncer intestinal. Por esta razão, deve-se realizar colonoscopias regulares para detectar a presença de alterações pré-malignas. Há também certo risco de surgimento de câncer intestinal em pacientes com Doença de Crohn quando esta envolve o intestino grosso.


Como vimos, as DIIs acometem principalmente indivíduos em uma fase produtiva da vida, com sério impacto na qualidade de vida e na esfera sócio-profissional deste doente.
Trata-se de uma processo inflamatório crônico da mucosa gastrointestinal, de intensidades variadas, considerado desafiador a pacientes e médicos por ser de curso incerto e tratamento difícil.
Casos graves associam-se à necessidade de internações frequentes e de tratamentos cirúrgicos de repetição.


À seguir, falaremos de cada doença detalhadamente.


Leia mais em:

Tratamento Clínico e Cirúrgico da Retocolite Ulcerativa
Como a Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn interferem na digestão
Adalimumabe no tratamento de Retocolite Ulcerativa - Estudos
Cuidados e orientações aos portadores de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa Inespecífica

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

São Paulo registra recorde no número de doação de órgãos

É com grande alegria que recebemos a notícia de que o Estado de São Paulo superou o número de doações de órgãos no ano passado e estabeleceu novo recorde em 2010, segundo dados da Central de Transplantes, ligada à Secretaria estadual de Saúde. Foram 760 doações entre janeiro e 10 de novembro, contra 705 em todo o ano de 2009. Na comparação até 10 de novembro daquele ano, a alta observada em 2010 é de 25%.

Em 2010, o número de transplantes realizados nos hospitais paulistas também cresceu. Foram feitos 2.018 transplantes, dos quais 69 de coração, 89 de pâncreas, 1.238 de rim, 569 de fígado e 53 de pulmão, segundo a secretaria. No mesmo período de 2009, houve 1.708 transplantes no Estado, dos quais 82 de coração, 108 de pâncreas, 993 de rim, 499 de fígado e 26 de pulmão.

Este fato é realmente animador, pois evidencia um nítido incremento na disposição de doação de órgãos e tecidos por parte população e o sucesso do trabalho realizado nos hospitais para identificar e rapidamente notificar potenciais doadores.

Parabéns a todos! Está é uma vitória da vida!

DOE ÓRGÃOS , DOE VIDA. 





INFORME SEUS FAMILIARES SOBRE SUA DECISÃO.

Maiores informações de como proceder, acesse o link:

 http://saudedigestiva.blogspot.com/2010/06/doacao-de-orgaos-e-tecidos-como.html

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

COLONOSCOPIA - Exame importante e seguro

Na prática clínica diária, percebo que alguns pacientes mostram-se bastante apreensivos e ansiosos mediante a solicitação de um exame colonoscópico. O temor passa pelos mitos de a colonoscopia ser um exame desconfortável, constrangedor e perigoso, o que de forma alguma configura uma verdade.
O conhecimento de como o exame é realizado desmistifica estas premissas e revela uma ferramenta importante na detecção e controle das doenças do cólon.
A colonoscopia foi introduzida na medicina na década de 70. Nesta época era considerado um exame difícil; entretanto, hoje é um procedimento extremamente comum, seguro e de fácil realização.
De fato,a  colonoscopia reformulou a abordagem diagnóstica das doenças colorretais e permitiu a realização de procedimentos também terapêuticos, rastreando, detectando e prevenindo muitas doenças, como o câncer colorretal.

Indicações de colonoscopia:

DIAGNÓSTICA

  • Pesquisa de Sangue oculto nas fezes POSITIVA
  • Alterações do hábito intestinal ( constipação ou diarréia )
  • Rastreamento de Câncer colorretal
  • Acompanhamento de pacientes submetidos à polipectomia ( remoção de pólipos intestinais)
  • Doenças inflamatórias intestinais
  • Colites
  • Dor abdominal
  • Hemorragia digestiva baixa,
  • entre outras.

TERAPÊUTICA

  • Polipectomia
  • Hemostasia de lesões sangrantes
  • Remoção de corpos estranhos
  • Dilatação de estenoses ( estreitamentos)
  • Descompressão cólica no volvo ( torção intestinal),
  • entre outras.


Como é realizado o exame de COLONOSCOPIA?

A colonoscopia consiste na introdução de um aparelho flexível de fibra óptica ( FIBROCOLONOSCÓPIO ) através do ânus, a fim de visualizar diretamente todos os segmentos do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. Tais imagens são transmitidas para um aparelho de vídeo e também podem ser documentadas através de impressão fotográfica.
Além de detectar possíveis alterações na mucosa intestinal, o método também permite a realização de biópsias de lesões ou áreas alteradas, cauterizações e a remoção de algumas lesões polipóides identificadas durante o exame.  São introduzidas  pinças especificas em canais do aparelho colonoscópico que possibilitam tais procedimentos.

Onde é realizado o exame ?

A COLONOSCOPIA poderá ser realizada em regime ambulatorial (clínicas e laboratórios médicos) ou em ambiente hospitalar, dependendo da idade e da condição clínica do paciente. O paciente sempre deverá ir acompanhado.

Qual é o preparo necessário?

Para a realização de uma colonoscopia adequada, mais rápida, acurada e segura, é imprescindível que o cólon esteja limpo, sem presença de resíduos fecais que possam dificultar o procedimento e impedir a visão adequada da mucosa do cólon, podendo passar desapercebida uma pequena lesão.
O preparo do cólon pode variar dependendo de cada serviço e da preferência de cada médico examinador.
Ao agendar o exame, serão fornecidas com antecedência todas as informações relacionadas ao preparo do cólon para a realização da Colonoscopia, incluindo as restrições alimentares a serem seguidas e como limpar o intestino adequadamente para o exame. Em geral a preparação consiste em usar uma solução laxativa oral na véspera do exame .
Cólon limpo e um preparo adequado são indispensáveis para a realização da colonoscopia com segurança e
alta eficácia. Desta maneira, tenha certeza em seguir todas as instruções médicas cuidadosamente.
Pacientes idosos, cardíacos, hepatopatas ou renais crônicos devem ter um acompanhamento mais rigoroso durante o preparo intestinal para previnir desidratações e quedas da pressão arterial.
 

Posso tomar minhas medicações usuais?

A maioria das medicações podem ser continuadas, mas algumas podem interferir com o preparo ou com o exame. Informe o seu médico sobre as medicações que esteja tomando, particularmente aspirina e derivados, medicações para artrite, anticoagulantes, insulina ou medicações que contenham ferro. Também é importante mencionar se apresenta algum tipo de alergia medicamentosa.
Deverá ser preenchido um questionário com seu histórico médico anterior como por exemplo cirurgias anteriores, história de traumas ou internações prévia.

O que acontece durante a Colonoscopia ?

A Colonoscopia é um procedimento seguro, simples e indolor, realizado com o auxílio de uma sedação e com duração média de 15 a 30 minutos.
O médico inicia o exame introduzindo vagarosamente o “colonoscópio” através do intestino grosso para examinar a mucosa intestinal, na maioria das vezes até atingir o ceco e se possível uma parte do intestino delgado. O médico irá examinar novamente todo o trajeto do cólon ao ser retirado o aparelho.

Em alguns casos, o médico examinador poderá ter dificuldade em conseguir passar o colonoscópio através de toda extensão do cólon. Alguns fatores podem ser responsáveis por esta situação: presença de resíduo fecal mesmo com a realização de um preparo orientado prévio; presença de estreitamentos causados por inflamações, pólipos, divertículos, variações anatômicas, aderências por cirurgias prévias ou tumores. Nestes casos o médico decidirá qual o limite de segurança para interromper o exame.
Quando o médico achar que uma área necessita de uma análise mais profunda, passará uma pinça através do colonoscópio para obter uma biópsia que será analisada no laboratório. Biópsias são comumente usadas para identificar muitas condições, como processos inflamatórios, pólipos, infecções ou até mesmo detecção de câncer. Se a colonoscopia está sendo utilizada para identificar o local de um sangramento, o médico poderá controlar o sangramento através do colonoscópio injetando medicamentos ou utilizando várias técnicas modernas disponíveis, como por exemplo o gás de argônio.
Durante a colonoscopia, pólipos podem ser identificados e rapidamente removidos.  Estes procedimentos usualmente não causam dor.


O que são pólipos e porque devem ser  removidos?

Pólipos são crescimentos anormais da mucosa intestinal ( semelhantes a "verrugas" ) e variam de tamanho, desde pequenas lesões até alguns centímetros de diâmetro. Para se diferenciar pólipos benignos ou pré malignos, o médico realiza a remoção destas lesões ( polipectomia ) e as envia para exame anátomo-patológico. Como sabemos que o câncer de cólon se origina de um pólipo, removê-lo é muito importante e constitui uma eficiente prevenção ao aparecimento do câncer de colorretal.

CUIDADOS APÓS A COLONOSCOPIA

  • Deixar o hospital ou clínica sempre acompanhado;
  • Devido ao uso de sedativo durante a realização do exame, o paciente NÃO PODE dirigir automóvel ou outros veículos durante TODO O DIA após a realização do mesmo. Até mesmo se estiver bem após o exame, seu julgamento e reflexos podem estar afetados pelo resto do dia.
  • Durante um período de aproximadamente 8 horas NÃO pode realizar tarefas que necessitem de atenção, tais como operar máquina e objetos cortantes;
  • A medicação usada durante a sedação poderá ocasionar um período curto de amnésia;
  • Permanecer em repouso durante o restante do dia;
  • Ingerir alimentação leve;
  • Ingerir bastante líquido ( água , suco, chá, água de côco );
  • Poderá ocorrer diarréia por um período de cerca de 12 horas após o exame , em alguns pacientes;
  • Poderá ocorrer algum desconforto e distensão abdominal devido ao ar que é insuflado durante o exame para melhor visualização do cólon.
    Tal sintoma  desaparecerá à medida que os gases forem sendo naturalmente eliminados ou mediante à utilização de antifiséticos, como a dimeticona.
  • Quando são realizadas biópisias ou polipectomias durante o exame, poderá ocorrer sangramento nas fezes nas próximas evacuações.
     
Quais são as possíveis complicações da Colonoscopia ?

Colonoscopia e polipectomia são geralmente seguras quando realizadas por médicos que são especialmente treinados e experientes neste procedimento.
Uma rara complicação é a perfuração, ou laceração através da parede intestinal que pode ocorrer em presença de algumas alterações patológicas como por exemplo: divertículos, estenoses, aderências ou tumores e podem requerer uma cirurgia de urgência.
Sangramento pode ocorrer no local da biópsia ou da polipectomia, mas é usualmente pequeno. O sangramento pode parar sozinho ou ser controlado através do colonoscópio; raramente irá requerer um tratamento de acompanhamento. Alguns pacientes podem ter reação à sedação ou complicações decorrentes de patologias cardíacas ou pulmonares prévias.

Embora complicações após a colonoscopia não sejam comuns, é importante perceber cedo seus sinais. Contacte seu médico se notar dor forte abdominal, que não cede com analgésicos comuns, febre, calafrios, ou sangramento retal importante. Observe que o sangramento pode ocorrer muitos dias após a polipectomia.

Colonoscopia - o que há de novo?
 
Nos últimos anos, vêm sendo introduzidos  no mercado colonoscópios de magnificação, que permitem aumentar  de 40 a 100 vezes as imagens da mucosa intestinal. Tal técnica, quando associada à cromatoscopia ( uso de corantes) permite aferir informações importantes e detalhadas sobre as características das lesões intestinais (ex: pólipos).
Ainda no campo da inovação tecnológica, surgiu a colonoscopia virtual, que consiste na reconstrução computadorizada do cólon por meio da tomografia helicoidal. É um método ainda não disponível em muitos centros, e possui a desvantagem de não permitir a realização de biópsias ou  remoção de lesões.




Colonoscopia Virtual










Seus pais, seus avós e seus tios sempre cuidaram da sua saúde.
Agora você vai lembrá-los o quanto é importante cuidar da deles, também.
Compartilhe um dos nossos conselhos com a sua família e faça parte do Movimento
#vaipormim

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Seminário Gratuito sobre Mieloma Múltiplo

Apoiando ações positivas na área da saúde, abro espaço no blog à divulgação de iniciativas educacionais, diagnósticas e preventivas das demais especialidades médicas.




A International Myeloma Foundation (IMF), maior e mais antiga fundação dedicada ao mieloma, irá promover um circuito de palestras voltadas para pacientes. O Seminário para Pacientes & Familiares,  será realizado no próximo dia 14 de agosto, no Hotel Blue Tree Towers Morumbi – em frente ao Shopping Morumbi - a partir das 9h.
O evento contará com as apresentações de um grupo de especialistas que irão informar exclusivamente aos pacientes e familiares os últimos avanços no tratamento do mieloma – um câncer de medula, sem cura e que, apesar de pouco comentado, tem incidência quatro vezes maior do que a leucemia.

Segundo a fundadora da IMF Latin América, Christine Battistini, os encontros promovidos são educacionais, destinados a fornecer aos pacientes e seus cuidadores informações sobre diagnóstico e tratamento. “Durante o período de diagnóstico é difícil encontrar informação consistente e atualizada. As orientações são desencontradas e escassas na comunidade brasileira. A ideia é que pacientes bem informados possam ajudar na tomada de decisão junto ao seu médico”, explica.

Christine trouxe a IMF para a América Latina depois de ter cuidado de sua mãe, vítima de mieloma múltiplo, com a finalidade de ajudar milhares de pessoas que têm o mesmo problema.

O seminário é gratuito.
As inscrições já podem ser feitas pelo site: http://www.myeloma.org.br/ ou pelo telefone (11) 3726 5037



Mieloma Múltiplo

Mieloma Múltiplo é um câncer que se desenvolve na medula óssea, devido ao crescimento descontrolado de células plasmáticas. Embora seja mais comum em pacientes idosos, há cada vez mais jovens desenvolvendo a doença.
As células plasmáticas fazem parte do sistema imunológico do corpo. Elas são produzidas na medula óssea, sendo liberadas para a corrente sangüínea. Normalmente, as células plasmáticas constituem uma porção muito pequena (menos de 5%) das células da medula óssea. Os portadores de mieloma têm uma produção aumentada de células plasmáticas e, portanto, um número aumentado dessas células na medula óssea que pode variar de 10% a 90%.

No Brasil, um estudo publicado em 2008 mostrou que cerca de 76% dos pacientes são diagnosticados já com a doença avançada. O diagnóstico precoce é fator importante no prognóstico do doente, de modo que o reconhecimento dos sinais e sintomas é fundamental. As manifestações clínicas são secundárias aos plasmócitos anômalos, ocorrendo principalmente:
  • Dor óssea em 70-90% dos casos pela destruição do osso. Está associada a lesões líticas nos ossos, osteoporose e fraturas patológicas. A destruição do osso leva a aumento de cálcio no sangue em 25% dos casos.
  • Anemia em 60% dos casos pela doença na medula óssea que atrapalha a produção dos glóbulos vermelhos.
  • Aumento da viscosidade do sangue em menos de 10% dos casos pelo excesso de proteína M produzida pelos plasmócitos, levando a fadiga, confusão e sangramentos.
  • Em 20% dos casos tem-se insuficiência renal causada pelo excesso de proteína M nos rins, aumento de cálcio ou mesmo drogas que lesam os rins.
  • Defesa contra infecções reduzida porque a quantidade de imunoglobulinas normais diminui, chegando a 15-50% de casos de infecções.
  • Plasmocitomas: tumores intramedulares (dentro da medula óssea) ou extramedulares (partes moles).

Os exames de laboratório que auxiliam o diagnóstico são hemograma, VHS, cálcio, albumina, ácido úrico, creatinina, eletroforese de proteínas no sangue e na urina, raio X dos ossos, mielograma e biópsia de medula óssea, imunofixação sérica e urinária, beta2-microglobulina, cariótipo.

Ao associar história clínica, exame físico e exames laboratoriais, o médico hematologista é capaz de diagnosticar o MM e indicar o melhor tratamento. O tratamento está indicado quando o paciente apresenta anemia significativa, lesões ósseas líticas, aumento de cálcio, insuficiência renal ou plasmocitomas extramedulares.

Apenas nos anos 60 é que se pôde utilizar drogas com eficácia no tratamento do MM. O transplante autólogo de medula óssea (TAMO) prolongou a sobrevida desses pacientes, porém geralmente aqueles com mais de 65 anos não são candidatos ao TAMO. Com a evolução da medicina, novas drogas foram descobertas e incorporadas ao tratamento, melhorando as taxas de resposta e a sobrevida global.
 
Sites de interesse:
ABRALE-Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia. http://www.abrale.org.br/
IMF-International Myeloma Foundation Latin America. http://www.mielomabrasil.org/




HOSPITAL PROMOVE DIAGNÓSTICO GRATUITO E ORIENTAÇÃO DE TRATAMENTO PARA PORTADORES DE LOMBALGIA

Apoiando ações positivas na área da saúde, abro espaço no blog à divulgação de iniciativas educacionais, diagnósticas e preventivas das demais especialidades médicas.



Dia 14 de agosto (sábado), o Centro de Dor do Hospital 9 de Julho promoverá atendimento gratuito aos portadores de lombalgia, através da campanha Viva Sem Dor 2010. A ação tem como objetivo orientar os pacientes quanto ao diagnóstico e tratamento desta doença, que é um dos problemas mais recorrentes da medicina, chegando a acometer 90% da população em alguma fase da vida. As consultas serão realizadas das 8 hs às 12hs e das 14 hs às 17 horas, sendo necessário agendamento prévio por telefone.

Especialistas em neurocirurgia, ortopedia, reumatologia, fisioterapia e psicologia, dentre outros, após breve explanação sobre a doença, atenderão os participantes, verificarão seus exames – caso possuam –, para proceder diagnóstico e orientação de tratamento, seja no próprio Hospital ou serviço público, que será indicado pelos profissionais durante a ação.

Sucintamente, podemos definir lombalgia como a dor no seguimento lombar da coluna. Corresponde a 3ª causa mais comum de afastamento do trabalho, a 5ª de internação hospitalar e a 3ª de procedimentos cirúrgicos.
Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional, tendo incidência apenas menor que a cefaléia entre os distúrbios dolorosos que mais acometem o homem.
O sintoma mais comum da lombalgia é a dor lombar, que corresponde à região mais inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura. Apresenta-se geralmente de começo discreto, com intensidade aumentando progressivamente e agravando com a mobilidade da região. Acompanha, comumente, algum grau de contratura muscular.
A crise dolorosa geralmente apresenta-se em um ciclo de dor que dura alguns dias, podendo em alguns casos tornar-se constante ou desaparecer, retornando depois de algum tempo.
Inúmeras circunstâncias (fatores de risco) contribuem para o desencadeamento e cronificação das síndromes lombares, tais como: fatores genéticos e antropológicos, psicossociais, obesidade, fumo, atividades profissionais, sedentarismo, maus hábitos posturais, síndromes depressivas, trauma, gravidez, trabalho repetitivo, entre outras.

O exame clínico é suficiente para o diagnóstico.

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e a exata região da coluna afetada.


Centro de Dor - Hospital 9 de Julho
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