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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Câncer Colorretal : prevenção é nossa meta!


O que é o Câncer de Intestino ?
O câncer de intestino grosso, também chamado de tumor do cólon e do reto ou colorretal, é uma doença que pode ser evitada.


Trata-se de um dos tumores mais frequentes entre homens e mulheres do mundo ocidental e quando descoberto tardiamente pode ser fatal. Quase metade dos pacientes com este câncer ainda morre em menos de 5 anos após o tratamento. Por isto é tão importante a sua detecção precoce, quando a possibilidade de cura é grande.




O que é detecção precoce?
É encontrar o câncer de intestino em uma fase bastante inicial, quando pode ser curado por meio de cirurgia. Em casos mais avançados ainda há possibilidade de cura, porém tornam-se necessárias cirurgias maiores e associação de quimioterapia e/ou radioterapia.


Quando detectado no início, a sobrevida ultrapassa 90%.




Como evitar o aparecimento do câncer de intestino?
O câncer de intestino grosso ( cólon e reto ) é facilmente evitável. Quase sempre ele se inicia através de um pólipo que cresce na parede do intestino e que pode se transformar em câncer com o passar do tempo. Quando um pólipo é retirado do intestino durante o exame de colonoscopia, estamos impedindo que ele venha a se transformar em câncer, sem necessidade de cirurgias.




O que são pólipos?
Pólipos são lesões benignas que se desenvolvem na mucosa do intestino grosso de algumas pessoas. Geralmente não causam sintomas e só são descobertos quando é realizado o exame de colonoscopia ou raio-X contrastado do intestino ( enema opaco ).


Através da colonoscopia, o pólipo pode ser retirado e examinado para saber se já se transformou em câncer, se tem tendência para malignizar-se ou trata-se apenas de uma lesão benigna.



Quais os fatores de risco para o câncer de intestino?
  •  Idade maior de 50 anos torna qualquer pessoa mais sujeita ao aparecimento deste câncer.
  •  Parentes de primeiro grau com câncer colorretal
  •  História pessoal ou familiar de pólipos intestinais
  •  Doenças inflamatórias crônicas intestinais: Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa
  •  Consumo excessivo de bebidas alcoólicas e gordura animal
  •  Alimentos com corantes artificiais, embutidos e defumados podem aumentar esse risco
  •  Tabagismo
  •  Obesidade
  •  Sedentarismo


Quais são os principais exames que podem ser feitos para o rastreamento do câncer colorretal?


O exame mais importante para a detecção precoce do câncer de intestino grosso e, sobretudo do reto, é o exame proctológico.


Este exame consiste no toque retal e na retossigmoidoscopia, que é o exame da região mais baixa do intestino. Quando adequadamente realizado, grande número desses tumores pode ser identicado quando presentes.


O exame proctológico deve ser complementado nos indivíduos de risco, ou em todos com sintomas intestinais, pelo exame colonoscópico.




O que é colonoscopia?


É o exame realizado por dentro de todo o intestino grosso, com visão direta. Permite fazer coleta de material para biópsia ou a retirada de pólipos.


O exame requer um preparo para limpeza adequada do intestino e leve sedação anestésica.




Quais são os sintomas do câncer de intestino?
Os tumores do intestino , em geral, crescem de forma silenciosa. Os sintomas só aparecem quando estão mais desenvolvidos.


Consulte o médico sempre que observar os seguintes sintomas:




- Sangramento anal
- Sangue nas fezes
- Muco ( catarro ) nas fezes
- Alteração do hábito intestinal: diarréia, constipação ou alternância.
- Vontade frequente de evacuar, com sensação de evacuação incompleta ( empuxos)
- Dor ou desconforto abdominal
- Fraqueza
- Anemia
- Sensação de gases ou distensão abdominal
- Perda de peso sem causa aparente




Se você apresentar algum destes sintomas acima, procure um médico imediatamente.




Importante: Nem todo sangramento pelo ânus é causado por hemorróidas. Hemorróidas não causam câncer, porém podem confundir o diagnóstico.




Como e quando ser examinado?
Se você pertence ao grupo de risco normal, isto é NÃO tem antecedentes já mencionados para câncer, deve ser examinado a partir dos 50 anos , e fazer:


- Pesquisa de sangue oculto nas fezes, anualmente.


- Exame proctológico com retossigmoidoscopia; repetir a cada 5 anos.


A partir dos 60 anos, acrescentar:


- Colonoscopia ( preferivelmente ) ou enema opaco


* Se você pertence ao grupo de risco aumentado, isto é, quando tem antecedente pessoal ou familiar de câncer colorretal, deve iniciar o rastreamento aos 40 anos, ou antes, incluindo colonoscopia.




O que pode ser feito para se evitar o câncer colorretal?
Além dos exames de ratreamento nas idades adequadas, alimentação e estilo de vida saudáveis são muito importantes.


As fibras diminuem a chance de aparecimento do câncer colorretal de maneira dose-dependente. Existem estudos que sugerem uma diminuição de 50% do risco em indivíduos com dita rica em fibras comparado àqueles com menor ingestão.


Uma dieta que inclua legumes, verduras cruas, frutas e cereais em quantidade, fornece uma boa fonte de fibras, assim como outros nutrientes essenciais a uma boa saúde.


É recomendado que você ingira pelo menos 25 a 30g de fibras por dia, cerca de duas xícaras e meia de frutas/verdura/cereais ao dia. O uso de suplementos alimentares com fibras também pode ajudá-lo a atingir esta meta.
Diminua o consumo de gordura e álcool. Não fume.



Leia Mais: Rastreamento de Câncer Colorretal em Pessoas Assintomáticas
Acesse: http://saudedigestiva.blogspot.com/2011/03/rastreamento-de-cancer-intestinal-em.html

Avalie o seu risco para Câncer Intestinal


Seus pais, seus avós e seus tios sempre cuidaram da sua saúde.
Agora você vai lembrá-los o quanto é importante cuidar da deles, também.
Compartilhe um dos nossos conselhos com a sua família e faça parte do Movimento 
#vaipormim

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Alerta: O Sedentarismo também mata!


A atividade física sempre foi defendida para se manter saudável e retardar o aparecimento de doenças. Uma recente pesquisa americana, realizada em 122 países, foi muito além dessa verdade incontestável, trazendo um forte alerta: a inatividade física mata. Ela é mais letal do que o tabagismo.
De acordo com o estudo, o tabaco causou 5,1 milhões de vítimas fatais no mundo em 2008. Já o sedentarismo respondeu por 5,3 milhões de mortes. A inatividade seria responsável por 6% das doenças coronarianas, 7% das diabetes tipo 2 e 10% dos cânceres de mama e de pulmão. Os números levaram os cientistas a considerar o sedentarismo uma pandemia.


Ministério da Saúde tem buscado investir não somente no tratamento de doenças, mas no cuidado de toda a saúde do brasileiro, da prevenção à cura.
O Programa Academia da Saúde, lançado em 2011, incentiva a prática da atividade física e prevê a implantação de 4 mil polos até 2014.
Há, em construção, 1.568 unidades. Todas terão infraestrutura, com equipamentos e profissionais para a orientação nutricional, de práticas corporais e de atividades físicas. Além disso, esses polos funcionam articulados com as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
A iniciativa reforça nosso empenho em assegurar a melhoria da qualidade de vida da população, sobretudo a mais vulnerável, ao mesmo tempo em que evita mortes prematuras e reduz custos com medicamentos e internações. A disponibilidade de espaços públicos para exercícios eleva em até 30% a frequência de atividades físicas.
Pessoas que passaram a se exercitar em projetos semelhantes apresentam melhoras na saúde, a exemplo do que ocorre no Rio de Janeiro.
Em três anos, nas academias cariocas, 83% dos frequentadores diminuíram a dosagem do medicamento, 41% a frequência ao dia e 7% não precisam mais ser medicados. Outros fatores que aumentam o risco cardíaco também sofreram drásticas quedas: 88% dos praticantes diminuíram o peso corporal, 62% o IMC e 84% a circunferência abdominal. Outra frente de atuação é com os planos de saúde. Resolução do Ministério da Saúde autoriza descontos para quem pratica atividade física.
O estudo americano também indicou que 80% dos adolescentes são sedentários. Para promover hábitos saudáveis em crianças e jovens, os ministérios da Saúde e da Educação trabalham em parceria para fortalecer o Programa Saúde na Escola, que leva médicos e profissionais das Unidades Básicas de Saúde à rede pública de ensino para aconselhamento nutricional e orientação de saúde. Já foram atendidos 12 milhões de estudantes em 56 mil escolas de 2.495 municípios.
Anualmente, o ministério monitora a saúde do brasileiro. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011) revela que 48,5% da população está acima do peso. O percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.
No entanto, o estudo também traz a boa notícia da redução da inatividade entre os homens, de 16% para 14,1%, uma redução de 0,7% ao ano.
Para sair da estatística de sedentarismo, não é necessário praticar esporte. Exemplos da vida cotidiana, como estacionar o carro um pouco distante do local a que se destina e finalizar o trajeto a pé, subir pequenos lances de escada ou mesmo brincar com os filhos ou passear com o cachorro ajudam a combater a inatividade. As Academias da Saúde são mais um incentivo para que todos abracem essa ideia.
Alexandre Padilha é ministro da Saúde e presidente do Conselho Nacional de Saúde. 
 
Fonte: Folha de São Paulo




Faça sempre uma atividade física que lhe dê prazer! Caminhar, correr, dançar, andar de bicicleta...movimente-se! Seu corpo e sua mente agradecem! Viva com bem-estar e qualidade de vida.

sábado, 28 de julho de 2012

Teste os seus conhecimentos sobre a HEPATITE C e previna-se!






Em 28 de julho é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais e para marcar a data, as estações de metrô Sé e Brás, em São Paulo, recebem a campanha “Hepatite C. Quebre o silêncio”.
A ação se estende até 3 de agosto e visa incentivar o diagnóstico precoce da doença.

Uma equipe de enfermeiros estará disponível para fazer o teste rápido de detecção da doença. Além disso, os profissionais têm a missão de orientar a população sobre métodos de prevenção e possíveis tratamentos. As pessoas com resultado positivo serão aconselhadas e encaminhadas para consulta com médicos especialistas.

O teste é rápido e em menos de 5 minutos, com apenas um furinho no dedo, a pessoa sabe se está infectada com a Hepatite C ou não. Esse diagnóstico precoce é muito importante, pois os sintomas podem demorar a aparecer e o diagnóstico poderá evitar a transmissão da doença a outras pessoas.

Mas quem tem o teste negativo precisa continuar se prevenindo, fazendo sexo seguro com preservativos, evitando contato com sangue e não compartilhando instrumentos pérfurocortantes como agulhas, alicate de unha, lâmina de barbear, por exemplo.

As hepatites B e C são doenças silenciosas. Vamos romper este silêncio e nos previnir!

Teste seus conhecimentos sobre a HEPATITE C:


1- O que é a hepatite? 
a)Inflamação da vesícula biliar 
b)Inflamação do pâncreas
c)Inflamação do fígado

2- Quantos tipos de hepatites virais existem em nosso país? 
a)7
b)3
c)5 

3- Qual tipo de hepatite é a mais grave? 
a)A
b)C 

4- Qual é principal forma de contágio para pegar a hepatite C? 
a)Pelos alimentos e água contaminados
b)Pelo sangue
c)Pela saliva 

5- Qual o exame que detecta a hepatite C? 
a)Exame de sangue
b)Exame de urina
c)Ultrassom 

6- Pessoas que usam drogas injetáveis ou aspiradas são mais vulneráveis a contrair a hepatite C 
a)Falso
b)Verdadeiro 

7- Que tipos de pacientes não podem ser tratados para a hepatite C? 
a)Idosos
b)Hipertensos 
c)Mulher grávida ou que esteja amamentando 

8- Existe vacina contra a hepatite C? 
a)Não 
b)Sim

9- Quais cuidados devem ter os portadores do vírus C? 
a)Não beijar
b)Não partilhar objetos cortantes (tesoura, alicate de unha) 
c)Deixar ferimentos descobertos 

10- O leite materno transmite o vírus C? 
a)Não
b)Sim

RESPOSTAS: 1-C, 2-C,3-B,4-B, 5-A, 6-B, 7-C, 8-A, 9-B, 10-A






Dois novos medicamentos contra hepatite C serão oferecidos pelo SUS



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou no dia 25 de julho a inclusão de dois novos medicamentos contra hepatite C no Sistema Único de Saúde (SUS): o Telaprevir e o Boceprevir. A ação constitui um passo decisivo para o tratamento da hepatites, possibilitando aos brasileiros o que há de melhor em termos de tratamento destas doenças no país. O objetivo é beneficiar 5,5 mil pacientes, todos os portadores de cirrose e fobrose avançada, que fazem parte do grupo de maior risco de progressão da doença e de morte. Os novos medicamentos devem estar disponíveis no SUS no início de 2013, e fazem parte da classe de inibidores de protease, a mais moderna para combater a doença em todo o mundo. O telaprevir e o boceprevir têm uma taxa de eficácia de 80% − o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional utilizada atualmente, que associa dois medicamentos, o Interferon Peguilato (injetável) e a Ribavirina (via oral), cujo tratamento tem duração de 48 a 72 semanas. Os novos medicamentos são administrados oralmente, e têm duração de até 48 semanas.
No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, que é responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos cânceres primários de fígado. Da infecção até a fase da cirrose hepática pode levar em média de 20 a 30 anos, entretanto de forma silenciosa, assintomática.


Leia mais sobre a Hepatite C.
Acesse: http://saudedigestiva.blogspot.com.br/2010/03/hepatite-c-uma-epidemia-silenciosa.html

sexta-feira, 13 de julho de 2012

JUSTIÇA ESTABELECE OS DIREITOS DO PACIENTE





A Justiça estabelece regras para assegurar benefícios e mais segurança ao atendimento dos doentes nos hospitais e nos convênios médicos.

Quitação da casa própria, isenção de Imposto de Renda na aposentadoria, prioridade na tramitação de processos na Justiça, receber a cópia da receita digitada e obter remédios de alto custo sem ter de pagar nada por eles. Esses são apenas alguns dos direitos que os pacientes brasileiros podem ter, mas dos quais muitos não se beneficiam simplesmente porque os desconhecem. 
“As pessoas sabem pouco sobre os seus direitos. Vejo isso todos os dias aqui no hospital”, lamenta o advogado Victor Hugo Neves, do Departamento Jurídico do Hospital A C Camargo, referência nacional no tratamento do câncer. Trata-se, porém, de uma realidade que começa a mudar graças a um movimento cada vez mais consistente orquestrado pela Justiça, advogados e entidades representantes de pacientes cujo objetivo é justamente divulgar e fazer valer todos os benefícios que ajudam a garantir um atendimento médico seguro e de qualidade. 

Parte das iniciativas mais importantes está sendo executada na esfera da Justiça. É a ela que os cidadãos recorrem cada vez mais, e é dela que recebem, também cada vez mais, decisões favoráveis a seus pleitos.
 
“É só por intermédio da Justiça que o paciente muitas vezes tem um tratamento de qualidade”, diz a advogada Rosana Chiavassa, especializada em direito da saúde. Por conta da demanda, algumas decisões importantes estão sendo tomadas. 

Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo editou oito resumos contendo o entendimento dos juízes sobre alguns dos conflitos frequentes entre usuários de planos de saúde e operadoras. Esse mercado, que conta com 47,6 milhões de conveniados e 1.006 empresas, é o responsável pelo maior número de queixas que chegam aos tribunais.

“No meu escritório, há cerca de 30 liminares concedidas a pacientes de convênio para uma dada a um usuário da rede pública”, diz o advogado Julius Conforti, também especializado na área. 

As súmulas, como são chamados os resumos feitos pelo tribunal, afirmam que os juízes são favoráveis aos seguintes direitos, mesmo que não estejam previstos nos contratos dos planos: assistência home care, cirurgia plástica após realização de operação bariátrica, colocação de stents cardíacos, próteses e órteses, recebimento de quimioterapia oral, realização de exames e procedimentos envolvidos em doenças cobertas pelas operadoras, internação sem limite de tempo, ser informado pelo menos dez dias antes de descredenciamento por falta de pagamento e não sofrer reajuste por faixa etária a partir dos 59 anos.

O impacto da manifestação será grande. “A súmula serve como uma informação pública sobre o entendimento majoritário do tribunal. Espera-se que os juízes sigam a direção apontada por ela”, explica o desembargador Luiz Antônio Rizzatto Nunes, do Tribunal de Justiça de São Paulo. “E, quando um tribunal define uma súmula, tenta desestimular a prática de abusos pelas empresas.” As decisões também podem ser utilizadas por tribunais de outros Estados para fundamentar suas sentenças. 

Decisões referentes a batalhas anteriores já se transformaram em jurisprudência. Um dos exemplos é sobre o que foi estabelecido na chamada “Lei dos Planos de Saúde”, de 1998. Nela, estão especificados os tratamentos que os planos são obrigados a cobrir. 

As empresas defendiam que a norma só valia para contratos estabelecidos depois da lei. No entanto, em razão do número de ações na Justiça, ficou entendido que as regras valem para todos os contratos. “A data da assinatura do contrato é irrelevante”, afirma o advogado Gilberto Bergstein, há 20 anos atuando na área. 

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo também participa do movimento que acontece na Justiça. “Estamos nos reunindo com magistrados para discutir a necessidade de criar comitês de especialistas para informar com profundidade os juízes”, diz Arlindo de Almeida, presidente da entidade. 

A mobilização dos agentes envolvidos na defesa dos pacientes está resultando em outras conquistas. Há dois meses, uma lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff determina que os hospitais não podem exigir o cheque caução no momento da internação. Quem infringir a legislação poderá receber pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Também recentemente a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou portabilidade especial para pessoas demitidas sem justa causa e que querem permanecer no plano que tinham quando empregadas. Elas têm direito a ficar com o convênio por até dois anos após deixarem a empresa, dependendo do tempo de pagamento. E, com a resolução da ANS, dois meses antes do término do prazo o indivíduo pode mudar para outra operadora sem ter de cumprir carência.

Outra medida da instituição foi determinar prazos para o atendimento. As consultas pediátricas, de clínica geral ou obstetrícia, por exemplo, devem ser realizadas em sete dias a partir do momento que o usuário buscou o médico. Além disso, a ANS disponibilizou um telefone 0800 para receber as queixas dos usuários desrespeitados nesse direito. 

“O critério tempo é simples e tangível para o consumidor medir o grau de acesso ao serviço que contratou”, diz Maurício Ceschin, presidente da agência. No primeiro trimestre deste ano, a ANS recebeu cerca de três mil reclamações. “A operadora tem cinco dias para resolver a questão. Caso contrário, pode ser multada e até ter suspensa a comercialização do serviço em questão”, diz Ceschin. 

Em alguns municípios, pacientes com câncer, Aids e doença renal crônica, por exemplo, estão isentos de pagar IPTU. Campos do Jordão, em São Paulo, é um deles. “Incentivamos as pessoas a procurar os vereadores para propor leis assim”, diz Tiago Farina, diretor-jurídico do Instituto Oncoguia, especializado na assistência a doentes com câncer. “Também há projetos para atualizar a lista de doenças graves registrada no governo federal”, afirma Luciana Camargo, diretora-executiva da instituição. 

Composta por enfermidades como câncer, esclerose múltipla e Parkinson, a lista serve de base para definir quais as doenças cujos pacientes podem se beneficiar com vários direitos, boa parte deles de cunho social. Um exemplo é o direito de pessoas com câncer de sacar o FGTS.

A história da luta por melhores condições de atendimento é recente, se comparada a outras causas. “O Direito da Saúde começou na década de 50, com o começo dos programas de assistência de saúde nas empresas”, conta Fernando Scaff, coordenador do curso de pós-graduação em direito da saúde da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. 

E, por se tratar de uma área dinâmica – os avanços na medicina são frequentes –, legisladores, advogados e juízes muitas vezes se veem entre um certo descompasso entre o que dizem as leis e o que a ciência já oferece.

O problema se reflete principalmente quando se fala nos tratamentos que devem ser cobertos pelos planos. Muitas das novidades estão em uso, mas ainda não foram incluídas no rol da ANS do que deve ser pago. Um dos exemplos é a cirurgia robótica, técnica adotada em alguns casos por apresentar menores riscos. 

“Outro caso é o transplante de coração”, diz a advogada Joana Cruz, do Instituto de Defesa do Consumidor. Em geral, as operadoras negam a cobertura a procedimentos do tipo, mas a chance de o conveniado obter na Justiça o seu custeio é grande. No âmbito público, essa discussão também aparece. Por isso, o Ministério da Saúde criou um comitê para avaliar a incorporação de novas tecnologias ao SUS, uma medida que deve repercutir na redução das demandas judiciais. 

Em 2011, o ministério foi citado em 12.811 ações judiciais com pedidos de medicamento, por exemplo. Para que a assistência seja mais efetiva é preciso superar alguns obstáculos. O primeiro é fazer com que mais gente conheça os direitos. “Os usuários dos planos acabam convencidos de que não têm direitos, deixam de receber tratamentos e pagam pelo que não devem”, afirma Horácio Ferreira, advogado da saúde. 

“É enorme o número de pessoas que precisa de ajuda”, diz Vinicius de Abreu, representante da ONG Saúde Legal.

Brechas na legislação também impedem o alcance total da Justiça. No Procon de São Paulo, das 7,2 mil reclamações contra planos de saúde recebidas no ano passado, 950 não tiveram solução. “As operadoras se aproveitam das lacunas na legislação, em prejuízo do consumidor”, diz Paulo Arthur Góes, diretor da instituição.

E, mesmo quando a Justiça já garantiu o direito, pode haver dificuldades. “Muitos hospitais apresentam resistência à aceitação das liminares e só liberam o procedimento quando chega a autorização do plano”, conta o advogado Julius Conforti. Nesses casos, o paciente pode chamar a polícia.
 
Outro direito garantido, mas que também pode exigir esforço de quem quer usufruí-lo, é o acesso aos medicamentos de alto custo. Não é raro que o estoque dos postos de distribuição não esteja abastecido. “Mas, apesar dessas dificuldades, estamos avançando”, diz o advogado Conforti.
Fonte: revista Isto É

terça-feira, 10 de julho de 2012

Novo Tratamento para Constipação Intestinal é aprovado pela ANVISA

 

A Prucaloprida é um medicamento indicado para o tratamento sintomático da constipação crônica em mulheres que não obtêm alívio adequado com laxantes. Trata-se de um medicamento agonista serotoninérgico altamente seletivo do receptor 5HT4 intestinal, que apresenta propriedades enterocinéticas, ou seja, estimula a contração coordenada do intestino.

A Prucaloprida já é aprovada em 33 países para o tratamento sintomático da constipação crônica em mulheres refratárias  aos medicamentos usuais.A droga está atualmente disponível na Alemanha, Irlanda, Bélgica, França, Grécia e Reino Unido, e chegará ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2012 comercializado pelo laboratório Janssen-Cilag com o nome de RESOLOR.

O medicamento, aprovado pela ANVISA em Maio de 2012, é indicado inicialmente somente para mulheres maiores de 18 anos.

O lançamento da medicação revoluciona o arsenal terapêutico dos gastroenterologistas e coloproctologistas para o tratamento da Constipação Intestinal Crônica, síndrome que atinge cerca de 15% da população e acomete sobretudo mulheres.


 

sábado, 2 de junho de 2012

Náuseas e vômitos em pacientes diabéticos


 













O último Congresso DDW, realizado em Maio de 2012 na cidade de San Diego, Califórnia, nos trouxe temas relevantes na área da gastroenterolgia mundial. Com mais de 16 mil médicos participantes, o Digestive Disease Week foi mais uma vez um sucesso, consagrando-se como um dos maiores congressos mundiais da especialidade. Em um Simpósio instigante, foram abordadas as causas de náuseas e vômitos ( Symposium:nausea and vomiting: what’s the cause?), tema de grande importância na prática clínica diária.

O que é GASTROPARESIA?

gastroparesia é uma síndrome caracterizada por um atraso no esvaziamento gástrico, na ausência de obstrução mecânica do estômago.

Os sintomas clássicos incluem:

  • plenitude pós-prandial ( empachamento)
  • náusea
  • vômito
  • distensão abdominal
Na maioria dos trabalhos de metanálises, o diabetes é responsável por, pelo menos, 1/3 dos casos de gastroparesia. Os sintomas de gastroparesia são relatados por 5%-12% dos pacientes diabéticos.
Em estudo publicado por Parkman e colaboradores em 2011 (CGH 2011;9:1056-1064) foram relatados 254 casos de gastroparesia idiopática (sem causa definida) e 137 de gastroparesia por diabetes, sendo 78 pacientes DM tipo 1 e 59 DM tipo 2. Os pacientes diabéticos tipo 2 apresentaram sintomas de gastroparesia mais intensos do que os pacientes com gastroparesia idiopática. Além disso, foram hospitalizados mais vezes do que os pacientes com gastroparesia idiopática. Na gastroparesia diabética o vômito é o sintoma mais frequente, já na idiopática, é a dor abdominal.

Os mecanismos da gastroparesia são:
- neuropatia autonômica (vagal)
- neuropatia intrínseca
- hiperglicemia aguda do paciente diabético
- psicossomático
- iatrogênico (opiáceos, incretinas)

O não controle dos níveis glicêmicos é causa de gastroparesia.
Curiosamente, medicamentos utilizados no controle glicêmico de pacientes diabéticos, como pramlintide, exanetide e vildagliptina também podem causar gastroparesia. A sitagliptina apresenta menos efeitos na lentificação gástrica, quando comparado com exanetide , conforme estudo publicado por Berg e colaboradores (Diabetes obes metabol 2011;13:982-9). Drogas utilizadas como imunossupressores, como ciclosporina e tracolimus, bem como os opiáceos, também estão na lista dos geradores de gastroparesia.
Em estudos de cintilografia de esvaziamento gástrico com Tc99 obeservou-se que nos pacientes com gastroparesia por diabetes, após 1 hora, apenas 20% do conteúdo gástrico (sólidos e líquidos) foi esvaziado, enquanto que em um indivíduo normal, mais de 40% tinha sido esvaziado.
O esvaziamento gástrico é mais lento na gastroparesia por diabetes, do que nos casos de dispepsia funcional, ou na pós-fundoplicatura (cirurgia de correção de hérnia hiatal).
Na mesma palestra foi abordado o manejo da gastroparesia:
- restaurar hidratação e adequado nível nutricional
- controle glicêmico e eletrolítico.
O não controle glicêmico (pacientes diabéticos descompensados) é importante causa de gastroparesia. Estudos prospectivos de longo prazo, mostram que pacientes sob bom controle do nível glicêmico NÃO apresentam gastroparesia.


Conclusões:
- Pacientes diabéticos possuem um esvaziamento gástrico retardado, levando a uma lentificação do processo digestivo e aumento da incidência de náuseas e vômitos.
- O controle da glicemia, uma boa hidratação e uma dieta adequada evitam a gastroparesia.