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sábado, 28 de julho de 2012

Dois novos medicamentos contra hepatite C serão oferecidos pelo SUS



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou no dia 25 de julho a inclusão de dois novos medicamentos contra hepatite C no Sistema Único de Saúde (SUS): o Telaprevir e o Boceprevir. A ação constitui um passo decisivo para o tratamento da hepatites, possibilitando aos brasileiros o que há de melhor em termos de tratamento destas doenças no país. O objetivo é beneficiar 5,5 mil pacientes, todos os portadores de cirrose e fobrose avançada, que fazem parte do grupo de maior risco de progressão da doença e de morte. Os novos medicamentos devem estar disponíveis no SUS no início de 2013, e fazem parte da classe de inibidores de protease, a mais moderna para combater a doença em todo o mundo. O telaprevir e o boceprevir têm uma taxa de eficácia de 80% − o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional utilizada atualmente, que associa dois medicamentos, o Interferon Peguilato (injetável) e a Ribavirina (via oral), cujo tratamento tem duração de 48 a 72 semanas. Os novos medicamentos são administrados oralmente, e têm duração de até 48 semanas.
No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, que é responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos cânceres primários de fígado. Da infecção até a fase da cirrose hepática pode levar em média de 20 a 30 anos, entretanto de forma silenciosa, assintomática.


Leia mais sobre a Hepatite C.
Acesse: http://saudedigestiva.blogspot.com.br/2010/03/hepatite-c-uma-epidemia-silenciosa.html

sexta-feira, 13 de julho de 2012

JUSTIÇA ESTABELECE OS DIREITOS DO PACIENTE





A Justiça estabelece regras para assegurar benefícios e mais segurança ao atendimento dos doentes nos hospitais e nos convênios médicos.

Quitação da casa própria, isenção de Imposto de Renda na aposentadoria, prioridade na tramitação de processos na Justiça, receber a cópia da receita digitada e obter remédios de alto custo sem ter de pagar nada por eles. Esses são apenas alguns dos direitos que os pacientes brasileiros podem ter, mas dos quais muitos não se beneficiam simplesmente porque os desconhecem. 
“As pessoas sabem pouco sobre os seus direitos. Vejo isso todos os dias aqui no hospital”, lamenta o advogado Victor Hugo Neves, do Departamento Jurídico do Hospital A C Camargo, referência nacional no tratamento do câncer. Trata-se, porém, de uma realidade que começa a mudar graças a um movimento cada vez mais consistente orquestrado pela Justiça, advogados e entidades representantes de pacientes cujo objetivo é justamente divulgar e fazer valer todos os benefícios que ajudam a garantir um atendimento médico seguro e de qualidade. 

Parte das iniciativas mais importantes está sendo executada na esfera da Justiça. É a ela que os cidadãos recorrem cada vez mais, e é dela que recebem, também cada vez mais, decisões favoráveis a seus pleitos.
 
“É só por intermédio da Justiça que o paciente muitas vezes tem um tratamento de qualidade”, diz a advogada Rosana Chiavassa, especializada em direito da saúde. Por conta da demanda, algumas decisões importantes estão sendo tomadas. 

Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo editou oito resumos contendo o entendimento dos juízes sobre alguns dos conflitos frequentes entre usuários de planos de saúde e operadoras. Esse mercado, que conta com 47,6 milhões de conveniados e 1.006 empresas, é o responsável pelo maior número de queixas que chegam aos tribunais.

“No meu escritório, há cerca de 30 liminares concedidas a pacientes de convênio para uma dada a um usuário da rede pública”, diz o advogado Julius Conforti, também especializado na área. 

As súmulas, como são chamados os resumos feitos pelo tribunal, afirmam que os juízes são favoráveis aos seguintes direitos, mesmo que não estejam previstos nos contratos dos planos: assistência home care, cirurgia plástica após realização de operação bariátrica, colocação de stents cardíacos, próteses e órteses, recebimento de quimioterapia oral, realização de exames e procedimentos envolvidos em doenças cobertas pelas operadoras, internação sem limite de tempo, ser informado pelo menos dez dias antes de descredenciamento por falta de pagamento e não sofrer reajuste por faixa etária a partir dos 59 anos.

O impacto da manifestação será grande. “A súmula serve como uma informação pública sobre o entendimento majoritário do tribunal. Espera-se que os juízes sigam a direção apontada por ela”, explica o desembargador Luiz Antônio Rizzatto Nunes, do Tribunal de Justiça de São Paulo. “E, quando um tribunal define uma súmula, tenta desestimular a prática de abusos pelas empresas.” As decisões também podem ser utilizadas por tribunais de outros Estados para fundamentar suas sentenças. 

Decisões referentes a batalhas anteriores já se transformaram em jurisprudência. Um dos exemplos é sobre o que foi estabelecido na chamada “Lei dos Planos de Saúde”, de 1998. Nela, estão especificados os tratamentos que os planos são obrigados a cobrir. 

As empresas defendiam que a norma só valia para contratos estabelecidos depois da lei. No entanto, em razão do número de ações na Justiça, ficou entendido que as regras valem para todos os contratos. “A data da assinatura do contrato é irrelevante”, afirma o advogado Gilberto Bergstein, há 20 anos atuando na área. 

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo também participa do movimento que acontece na Justiça. “Estamos nos reunindo com magistrados para discutir a necessidade de criar comitês de especialistas para informar com profundidade os juízes”, diz Arlindo de Almeida, presidente da entidade. 

A mobilização dos agentes envolvidos na defesa dos pacientes está resultando em outras conquistas. Há dois meses, uma lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff determina que os hospitais não podem exigir o cheque caução no momento da internação. Quem infringir a legislação poderá receber pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Também recentemente a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou portabilidade especial para pessoas demitidas sem justa causa e que querem permanecer no plano que tinham quando empregadas. Elas têm direito a ficar com o convênio por até dois anos após deixarem a empresa, dependendo do tempo de pagamento. E, com a resolução da ANS, dois meses antes do término do prazo o indivíduo pode mudar para outra operadora sem ter de cumprir carência.

Outra medida da instituição foi determinar prazos para o atendimento. As consultas pediátricas, de clínica geral ou obstetrícia, por exemplo, devem ser realizadas em sete dias a partir do momento que o usuário buscou o médico. Além disso, a ANS disponibilizou um telefone 0800 para receber as queixas dos usuários desrespeitados nesse direito. 

“O critério tempo é simples e tangível para o consumidor medir o grau de acesso ao serviço que contratou”, diz Maurício Ceschin, presidente da agência. No primeiro trimestre deste ano, a ANS recebeu cerca de três mil reclamações. “A operadora tem cinco dias para resolver a questão. Caso contrário, pode ser multada e até ter suspensa a comercialização do serviço em questão”, diz Ceschin. 

Em alguns municípios, pacientes com câncer, Aids e doença renal crônica, por exemplo, estão isentos de pagar IPTU. Campos do Jordão, em São Paulo, é um deles. “Incentivamos as pessoas a procurar os vereadores para propor leis assim”, diz Tiago Farina, diretor-jurídico do Instituto Oncoguia, especializado na assistência a doentes com câncer. “Também há projetos para atualizar a lista de doenças graves registrada no governo federal”, afirma Luciana Camargo, diretora-executiva da instituição. 

Composta por enfermidades como câncer, esclerose múltipla e Parkinson, a lista serve de base para definir quais as doenças cujos pacientes podem se beneficiar com vários direitos, boa parte deles de cunho social. Um exemplo é o direito de pessoas com câncer de sacar o FGTS.

A história da luta por melhores condições de atendimento é recente, se comparada a outras causas. “O Direito da Saúde começou na década de 50, com o começo dos programas de assistência de saúde nas empresas”, conta Fernando Scaff, coordenador do curso de pós-graduação em direito da saúde da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. 

E, por se tratar de uma área dinâmica – os avanços na medicina são frequentes –, legisladores, advogados e juízes muitas vezes se veem entre um certo descompasso entre o que dizem as leis e o que a ciência já oferece.

O problema se reflete principalmente quando se fala nos tratamentos que devem ser cobertos pelos planos. Muitas das novidades estão em uso, mas ainda não foram incluídas no rol da ANS do que deve ser pago. Um dos exemplos é a cirurgia robótica, técnica adotada em alguns casos por apresentar menores riscos. 

“Outro caso é o transplante de coração”, diz a advogada Joana Cruz, do Instituto de Defesa do Consumidor. Em geral, as operadoras negam a cobertura a procedimentos do tipo, mas a chance de o conveniado obter na Justiça o seu custeio é grande. No âmbito público, essa discussão também aparece. Por isso, o Ministério da Saúde criou um comitê para avaliar a incorporação de novas tecnologias ao SUS, uma medida que deve repercutir na redução das demandas judiciais. 

Em 2011, o ministério foi citado em 12.811 ações judiciais com pedidos de medicamento, por exemplo. Para que a assistência seja mais efetiva é preciso superar alguns obstáculos. O primeiro é fazer com que mais gente conheça os direitos. “Os usuários dos planos acabam convencidos de que não têm direitos, deixam de receber tratamentos e pagam pelo que não devem”, afirma Horácio Ferreira, advogado da saúde. 

“É enorme o número de pessoas que precisa de ajuda”, diz Vinicius de Abreu, representante da ONG Saúde Legal.

Brechas na legislação também impedem o alcance total da Justiça. No Procon de São Paulo, das 7,2 mil reclamações contra planos de saúde recebidas no ano passado, 950 não tiveram solução. “As operadoras se aproveitam das lacunas na legislação, em prejuízo do consumidor”, diz Paulo Arthur Góes, diretor da instituição.

E, mesmo quando a Justiça já garantiu o direito, pode haver dificuldades. “Muitos hospitais apresentam resistência à aceitação das liminares e só liberam o procedimento quando chega a autorização do plano”, conta o advogado Julius Conforti. Nesses casos, o paciente pode chamar a polícia.
 
Outro direito garantido, mas que também pode exigir esforço de quem quer usufruí-lo, é o acesso aos medicamentos de alto custo. Não é raro que o estoque dos postos de distribuição não esteja abastecido. “Mas, apesar dessas dificuldades, estamos avançando”, diz o advogado Conforti.
Fonte: revista Isto É

terça-feira, 10 de julho de 2012

Novo Tratamento para Constipação Intestinal é aprovado pela ANVISA

 

A Prucaloprida é um medicamento indicado para o tratamento sintomático da constipação crônica em mulheres que não obtêm alívio adequado com laxantes. Trata-se de um medicamento agonista serotoninérgico altamente seletivo do receptor 5HT4 intestinal, que apresenta propriedades enterocinéticas, ou seja, estimula a contração coordenada do intestino.

A Prucaloprida já é aprovada em 33 países para o tratamento sintomático da constipação crônica em mulheres refratárias  aos medicamentos usuais.A droga está atualmente disponível na Alemanha, Irlanda, Bélgica, França, Grécia e Reino Unido, e chegará ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2012 comercializado pelo laboratório Janssen-Cilag com o nome de RESOLOR.

O medicamento, aprovado pela ANVISA em Maio de 2012, é indicado inicialmente somente para mulheres maiores de 18 anos.

O lançamento da medicação revoluciona o arsenal terapêutico dos gastroenterologistas e coloproctologistas para o tratamento da Constipação Intestinal Crônica, síndrome que atinge cerca de 15% da população e acomete sobretudo mulheres.


 

sábado, 2 de junho de 2012

Náuseas e vômitos em pacientes diabéticos


 













O último Congresso DDW, realizado em Maio de 2012 na cidade de San Diego, Califórnia, nos trouxe temas relevantes na área da gastroenterolgia mundial. Com mais de 16 mil médicos participantes, o Digestive Disease Week foi mais uma vez um sucesso, consagrando-se como um dos maiores congressos mundiais da especialidade. Em um Simpósio instigante, foram abordadas as causas de náuseas e vômitos ( Symposium:nausea and vomiting: what’s the cause?), tema de grande importância na prática clínica diária.

O que é GASTROPARESIA?

gastroparesia é uma síndrome caracterizada por um atraso no esvaziamento gástrico, na ausência de obstrução mecânica do estômago.

Os sintomas clássicos incluem:

  • plenitude pós-prandial ( empachamento)
  • náusea
  • vômito
  • distensão abdominal
Na maioria dos trabalhos de metanálises, o diabetes é responsável por, pelo menos, 1/3 dos casos de gastroparesia. Os sintomas de gastroparesia são relatados por 5%-12% dos pacientes diabéticos.
Em estudo publicado por Parkman e colaboradores em 2011 (CGH 2011;9:1056-1064) foram relatados 254 casos de gastroparesia idiopática (sem causa definida) e 137 de gastroparesia por diabetes, sendo 78 pacientes DM tipo 1 e 59 DM tipo 2. Os pacientes diabéticos tipo 2 apresentaram sintomas de gastroparesia mais intensos do que os pacientes com gastroparesia idiopática. Além disso, foram hospitalizados mais vezes do que os pacientes com gastroparesia idiopática. Na gastroparesia diabética o vômito é o sintoma mais frequente, já na idiopática, é a dor abdominal.

Os mecanismos da gastroparesia são:
- neuropatia autonômica (vagal)
- neuropatia intrínseca
- hiperglicemia aguda do paciente diabético
- psicossomático
- iatrogênico (opiáceos, incretinas)

O não controle dos níveis glicêmicos é causa de gastroparesia.
Curiosamente, medicamentos utilizados no controle glicêmico de pacientes diabéticos, como pramlintide, exanetide e vildagliptina também podem causar gastroparesia. A sitagliptina apresenta menos efeitos na lentificação gástrica, quando comparado com exanetide , conforme estudo publicado por Berg e colaboradores (Diabetes obes metabol 2011;13:982-9). Drogas utilizadas como imunossupressores, como ciclosporina e tracolimus, bem como os opiáceos, também estão na lista dos geradores de gastroparesia.
Em estudos de cintilografia de esvaziamento gástrico com Tc99 obeservou-se que nos pacientes com gastroparesia por diabetes, após 1 hora, apenas 20% do conteúdo gástrico (sólidos e líquidos) foi esvaziado, enquanto que em um indivíduo normal, mais de 40% tinha sido esvaziado.
O esvaziamento gástrico é mais lento na gastroparesia por diabetes, do que nos casos de dispepsia funcional, ou na pós-fundoplicatura (cirurgia de correção de hérnia hiatal).
Na mesma palestra foi abordado o manejo da gastroparesia:
- restaurar hidratação e adequado nível nutricional
- controle glicêmico e eletrolítico.
O não controle glicêmico (pacientes diabéticos descompensados) é importante causa de gastroparesia. Estudos prospectivos de longo prazo, mostram que pacientes sob bom controle do nível glicêmico NÃO apresentam gastroparesia.


Conclusões:
- Pacientes diabéticos possuem um esvaziamento gástrico retardado, levando a uma lentificação do processo digestivo e aumento da incidência de náuseas e vômitos.
- O controle da glicemia, uma boa hidratação e uma dieta adequada evitam a gastroparesia. 


  

terça-feira, 15 de maio de 2012

19 de Maio - Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais

Worldwide, five million people live with Crohn’s disease and ulcerative colitis, conditions known as inflammatory bowel diseases (IBD). Help us to raise awareness and join our fight against IBD.







Juntos podemos sensibilizar a população e lutar pelos pacientes com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa!

Visite a página no Twitter em http://twitter.com/worldibdday
Com seu apoio aumentamos a visibilidade mundial destas doenças digestivas crônicas que muitas vezes são incompreendidas e desconhecidas pelo público em geral.

#DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL - Ajude a espalhar esta palavra ao redor do mundo!

Não deixe também de visitar o site www.worldibdday.org
Lá você terá acesso a materiais e recursos educativos destinados  a pacientes e seus familiares.

INFORMAÇÃO !


Como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa interferem na digestão

 As doenças inflamatórias intestinais representam um desafio para  pacientes no que diz respeito a alimentação.Sintomas típicos, tais como diarréia, dor abdominal e perda de peso podem também se relacionar com fatores dietéticos, já que eles podem ser com frequência deflagrados ou piorados com a ingestão de certos alimentos.

A Doença de Crohn pode afetar qualquer segmento do trato digestivo, da boca ao ânus. O local mais comum de inflamação, entretanto, é o segmento final do intestino delgado (o íleo terminal) e a primeira parte do intestino grosso (ceco). As alterações inflamatórias na Doença de Crohn afetam todas as camadas da parede intestinal, explicando a ocorrência frequente de fístulas com outros órgãos ou com a parede abdominal.

Na Doença de Crohn, os distúrbios afetando o intestino delgado podem resultar na absorção inadequada de nutrientes, levando o paciente a quadros de perda peso, inapetência, diarréia  e deficiência de um ou mais nutrientes (vitaminas A,D,E,K, zinco, magnésio, entre outros).
Os pacientes, especialmentes aqueles que sofreram cirurgia no íleo terminal, podem requerer tratamento regular com suplementação de vitamina B12 periodicamente.

Na Retocolite Ulcerativa, a inflamação é restrita exclusivamente ao cólon (intestino grosso) e ao reto.
Durante a fase de atividade da doença (fase aguda), a capacidade do cólon de absorver água é seriamente prejudicada e diminuída, levando a quadro de diarréias que podem ser severas.
Diferentemente da DC, a inflamação na RCUI é limitada a camada mucosa ( mais superficial) do intestino e como o processo inflamatório afeta apenas o intestino grosso,  as deficiência nutricionais são menos comuns do que no caso da Doença de Crohn. Todavia, podem ser observadas redução do ferro (anemia ferropriva) e albumina (ambas  por conta da perda de sangue nas fezes) e eletrólitos, particularmente o potássio. Um sintoma comum é a ocorrência de diarréia sanguinolenta com mistura de muco ( catarro) e , por vezes, secreção purulenta.


Durante o curso da doença, um grande número de pacientes com DII apresenta uma má nutrição geral ou deficiência de nutrientes específicos.
As causas potenciais para o desenvolvimento de déficit nutricional nas doenças inflamatórias intestinais incluem:
  •  Ingestão dietética reduzida por falta de apetite ou redução voluntária por causa de dor ou distensão abdominal.
  • Absorção reduzida de nutrientes no intestino delgado ( má absorção)
  • Movimentos intestinais aumentados nos casos de diarréa com perda associada de nutrientes
  • Interações entre fármacos e nutrientes
  • Requisitos nutricionais aumentados durante fases de inflamação ativa ou infecções.
  • Doenças associadas 
Existe alguma dieta especial para Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa?

Não. A maioria dos pacientes tolera bem todos os tipos de alimentos e não requer restrições dietéticas maiores. É aceito que nas DIIs a manutenção de uma boa alimentação  é mais importante do que uma dieta restritiva específica. Algumas vezes , pacientes com Doença de Crohn apresentam uma estenose (estreitamento) no intestino delgado.Nestas situações, uma dieta com baixo teor de fibras (resíduos - frutas, vegetais, sementes) ou uma dieta líquida pastosa podem ser benéficas para minimizar  a dor abdominal e outros sintomas. Frequentemente estas modificações dietéticas são temporárias, até que a inflamação que  causou o estreitamento responda aos medicamentos.
Alguns pacientes portadores de DIIs cursam com intolerância à lactose (açúcar do leite), especialmente na fase ativa da doença. Uma dieta com restrição de leite e derivados portanto, é recomendável nesta fase.



sexta-feira, 20 de abril de 2012

DEZ DICAS para viver em paz com seu estômago


Pacientes com problemas digestivos referem que suas queixas, como azia, dor de estômago e má-digestão, muitas vezes estão relacionadas à alimentação e percebem que tais sintomas melhoram com a reeducação alimentar. Frequentemente, na rotina e correria diárias, adquirimos "vícios alimentares" ( longos períodos de jejum, cafezinhos múltiplos, doces em exagero, entre outros) que perpetuam a agressão ao aparelho digestivo.
Em 2011, foi realizada uma pesquisa em Londres pela qual se averiguou que a maior parte da população  gastava em média apenas 40 minutos ao dia para se alimentar. Fato este assustador, se pensarmos que o dia tem 24 horas e que a alimentação é a fonte de nutrição e energia para as nossas atividades diárias.
Precisamos mudar isto! Transformemos o ato de comer em algo prazeroso e saudável!

Aqui vão algumas dicas úteis que podem ajudar:
  • NUNCA TOME MEDICAMENTOS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA
O uso indiscriminado de medicamentos podem mascarar certos sintomas digestivos e retardar o diagnóstico de doenças mais graves, como o próprio câncer. Cuidado com os medicamentos para dor, antigripais e outros à base de ácido acetilsalicílico e antiinflamatórios. Eles são uma das principais causas de úlceras e problemas digestivos. Veja: "Antiinflamatórios e seus efeitos nocivos no estômago." http://saudedigestiva.blogspot.com.br/2010/04/antiinflamatorios-e-seus-efeitos.html
  • BOM SENSO
A principal regra é evitar aquilo que lhe faz mal,  o que seu estômago não tolera, e dar preferência aos alimentos que não costumam produzir sintomas. É um verdadeiro exercício de autopercepção mediante a correria diária. E vale a pena! Você não precisa passar fome para fazer uma dieta. A dieta nunca deve ser restritiva e sim SUBSTITUTIVA: substituir o que não lhe cai bem , por aquilo que seu estômago aceita melhor e não prejudica a digestão. O segredo é COMER CERTO!
  • FAÇA TODAS AS SUAS REFEIÇÕES
Alimente-se nos horários corretos e procure comer em ambiente tranquilo, sem pressa. Mastigue bem os alimentos, pois a boa mastigação facilita a digestão. Lembre-se: a digestão dos alimentos incia-se na boca, portanto coma devagar, sinta o sabor da comida!
Procure fazer as 3 principais refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar - ou lanche da noite).

  • NÃO FIQUE MUITO TEMPO EM JEJUM
Não fique muito tempo sem alimentar-se. Coma de 3 em 3 horas, entre o intervalo das principais refeições. Uma fruta, uma barra de cereais, um iogurte são alimentos leves e impedem que o ácido cloridríco produzido aja diretamente no estômago vazio, provocando danos e sintomas. O certo é fracionar as refeições, comendo pouco, porém várias vezes ao dia.

  • EVITE DEITAR-SE LOGO APÓS AS REFEIÇÕES
Procure não dormir de estômago "cheio" e evite ingerir alimentos no meio da noite. Espere sempre de uma hora e meia à duas horas para deitar-se após a sua última refeição. ( Isto vale também para a cesta - aquela dormidinha depois do almoço!)

  • FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES
Preparados da maneira adequada e saudável, sempre fazem bem. Alimentos ricos em fibras devem ser preferidos; cereais integrais, frutas, verduras e legumes devem estar presentes na alimentação diária, pois auxiliam no processo digestivo.

  • O LEITE
Cuidado com o uso abusivo do leite.Embora ele provoque uma sensação imediata de alívio da queimação, o leite contém muito cálcio e proteína que são potentes estimulantes da secreção ácida do seu estômago, causando um aumento tardio da acidez e piorando em um segundo momento a sensação de azia. Você pode tomar de 1 a 2 copos de leite por dia. Evite tomar leite antes de dormir.

  • EVITE BEBIDAS ALCOÓLICAS E CIGARRO
Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois o álcool é irritante da mucosa gástrica. Isto vale também para o café. Evite tomar "inúmeros" cafezinhos ao longo do dia.
O fumo está relacionado a problemas gástricos, como gastrites, úlcera e até mesmo câncer. Logo, o fumo dificulta definitivamente o seu tratamento. Deixar de fumar é o ideal, mas quando isto não for possível de imediato, reduza ao máximo o número de cigarros por dia.

  • EVITE OS ALIMENTOS "VILÕES" DO ESTÔMAGO
Alimentos gordurosos e condimentados, frituras, doces muito concentrados em açúcar, embutidos, bebidas gaseificadas, frutas e sucos cítricos podem lentificar a digestão e provocar/agravar os sintomas; desta forma, devem ser evitados.

  • EQUILÍBRIO EMOCIONAL E LAZER
Relaxe. No auxílio do seu tratamento, busque fazer atividades que você goste para aliviar o estresse e melhorar a sua qualidade de vida. Caminhadas, ioga, dança, pilates, andar de bicicleta, artesanato...tudo vale para equilibrar a mente e fazer as pazes com o seu estõmago. Lembre-se: o estresse emocional, a ansiedade, o nervosismo, são fatores que aumentam a produção ácida do estômago e deflagram ou pioram a gastrite.


Melhorou? Parabéns! Continue sempre seguindo uma dieta adequada, pois se você voltar a abusar da alimentação, saiba que seu estômago irá alertá-lo!

Siga da melhor forma possível as orientações do seu médico e procure voltar às consultas nas datas estabelecidas.

Saiba mais!  Gastrite - Cuide bem de seu estômago
Acesse: http://saudedigestiva.blogspot.com.br/2010/03/gastrite-cuide-bem-de-seu-estomago.html